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António Cepa

António Cepa teve um papel preponderante na vida cultural e social da vila de Caminha. Empreendedor e ativo, lutou toda a sua vida para aumentar o conhecimento e desenvolver culturalmente o concelho.
Foi fundador, proprietário e diretor do jornal "O Caminhense" que, após 35 anos de atividade, continua a ser a mais importante fonte de informação do concelho.

A sua ação no campo cultural foi vasta. António Cepa tinha paixão pelos livros, pelos manuscritos e inéditos que lhe falassem de grandes figuras de Caminha e do País. Possuidor de documentação de grande valor, era também um colecionador inveterado.

Em 1979 criou a revista Caminiana que, ainda hoje é uma importante fonte de conhecimento para todos aqueles que querem compreender a evolução histórico-cultural do Concelho e dos seus habitantes. Trata-se de uma importante e riquíssima obra histórica, que remete para as origens e a história do povo de Caminha.

Foi correspondente d'O Primeiro de Janeiro', ‘Jornal de Notícias', ‘A Capital', Diário Popular', ‘Notícias de Viana', RDP, e colaborador em programas regionais da RTP; publicou opúsculos de carácter histórico e biográfico; foi sócio fundador da Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Alto Minho.

Foi, igualmente, responsável pelas comemorações do I Centenário do Jornalismo do concelho de Caminha.

Em 1986, criou a Rádio Jornal Caminhense, outro dos órgãos de comunicação mais importantes do concelho, onde era um comunicador por excelência.

Para além do seu papel de comunicador e historiador, António Cepa foi também uma figura ativa na sociedade, participando ativamente em várias instituições locais de cariz social. Exemplos disso são a Casa de Repouso do Senhor dos Mareantes, Santa Casa da Misericórdia e a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Caminha. Desta participação ativa na vida dos Bombeiros de Caminha resultou uma publicação póstuma, intitulada "Anais da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Caminha".

Foi, de igual modo, um forte impulsionador das práticas desportivas e clubísticas do concelho, designadamente como sócio fundador do Clube Desportivo Amadores de Caminha e dos Amigos da Foz do Minho, bem como apoiante da atividade do Sporting Clube Caminhense.

Sem nunca desistir daquilo em que realmente acreditava, só a morte ditou o seu silêncio. Deixou-nos inesperadamente a 25 de fevereiro de 1995, quando o coração o traiu quando ainda muitos projetos lhe fervilhavam na mente.

 

 

 

 

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