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Serralves expõe obras de Ângelo de Sousa em Caminha

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15 Julho 2018

ÂNGELO DE SOUSA: QUASE TUDO O QUE SOU CAPAZ é uma exposição realizada a partir de obras da Coleção de Serralves, e vai ser apresentada no Museu Municipal de Caminha, na próxima terça-feira, dia 24 de julho, pelas 18h00, no âmbito do acordo de integração do município de Caminha como Fundador de Serralves.
Como resultado da parceria estabelecida, em 2016, entre a Fundação de Serralves e o Município de Caminha, o concelho recebe, dia 24 deste mês de julho, no âmbito da sua programação cultural, a exposição ÂNGELO DE SOUSA: QUASE TUDO O QUE SOU CAPAZ.
Esta iniciativa integra-se num programa de exposições e apresentação de obras da Coleção de Serralves especificamente selecionadas para os locais de exposição, com o objetivo de tornar o acervo acessível a públicos diversificados de todas as regiões do país.
A cerimónia de inauguração contará com as presenças da presidente da Fundação de Serralves, Ana Pinho, e do diretor do Museu de Serralves, João Ribas.
Ângelo de Sousa (Lourenço Marques, Moçambique, 1938 - 2011, Porto), além de ser uma das figuras mais influentes da arte portuguesa da segunda metade do século XX, é um dos artistas melhor representados na coleção de Serralves, com trabalhos realizados entre os anos 1960 e 2010, e que abarcam todos os meios artísticos a que ele se dedicou ao longo da sua prolífica carreira: desenho, pintura, escultura, instalação, filme e fotografia.
“Ângelo de Sousa: Quase tudo o que sou capaz” junta uma parcela muito considerável destas obras - a quase totalidade dos desenhos, pinturas e esculturas - com o objetivo de sublinhar a importância da contaminação entre aquelas disciplinas para a evolução da sua prática artística: ao reunir cerca de 26 obras de vários períodos da sua carreira, esta exposição combate a imagem dominante do pintor Ângelo, mostrando que o desenho e a escultura são não apenas facetas fundamentais da sua obra como aquelas em que porventura é mais evidente o espírito experimentalista da sua obra.
Caracterizados por uma aparente simplicidade — o artista tenta obter, nas suas palavras, “o máximo de efeitos com o mínimo de recursos, o máximo de eficácia com o mínimo de esforço, e o máximo de presença com o mínimo de gritos” —, os desenhos, pinturas e esculturas de Ângelo de Sousa não ilustram conceitos, nunca partem de ideias, mas da ânsia de fazer e pensar com as mãos. A exposição sublinha esta vontade de trabalhar com elementos simples, ao apresentar as primeiras obras de Ângelo de Sousa, ainda figurativas, mas apontando já para a depuração que viria a caracterizar o artista, lado a lado com os exercícios abstrato-geométricos — nomeadamente desenhos, telas e esculturas — que o impuseram como um dos maiores estudiosos da cor e da luz.
A curadoria é da responsabilidade de Paula Fernandes e a produção da Fundação de Serralves — Museu de Arte Contemporânea, Porto.