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Festival EDP Vilar de Mouros terá segundo palco na edição 2019

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31 Janeiro 2019

Entendimento entre Câmara e Junta têm sido fundamentais para o desenvolvimento da freguesia

A evolução da freguesia da freguesia de Vilar de Mouros e a melhoria das condições de vida dos seus habitantes têm sido constantes ao longo dos últimos anos. O entendimento entre Câmara e Junta, sublinhado ontem pelo autarca local, Carlos Alves, durante a reunião de Câmara descentralizada, tornou possível executar obras fundamentais, de que se destaca o saneamento, mas também fazer regressar o Festival de Vilar de Mouros (que este ano contará com um segundo palco), trazer a fibra ótica para a freguesia e tornar a Praia das Azenhas um espaço ambiental de qualidade reconhecida pela Bandeira Azul da Europa, entre outros.


A edição 2019 do EDP Vilar de Mouros foi um assunto em destaque na reunião, mas, desta vez, só por boas razões, ultrapassada que está a fase difícil de recuperação de um evento, interrompido durante vários anos, que o colocou em risco e tornou o seu regresso uma tarefa muito árdua, e penosa até, em virtude também da concorrência dos muitos outros festivais que entretanto foram criados.


A construção do cartaz da próxima edição do EDP Vilar de Mouros está a progredir, e, aos nomes já divulgados deverão juntar-se muito em breve outros artistas relevantes, capazes de dar ainda maior notoriedade ao festival.


Miguel Alves recordou ainda que o assunto festival era sempre objeto de discussão, uma reivindicação constante, depois do “castigo” que foi a sua interrupção. Hoje fala-se do futuro, de um festival cada vez melhor e a crescer em todos os aspetos. O presidente revelou que, este ano, haverá um segundo palco, e deu conta de alguns indicadores que atestam a notoriedade que o evento está a recuperar. Exemplo disso são os mais de 100 órgãos de Comunicação Social que acompanharam a edição 2018, com mais de 150 jornalistas e quase mil notícias produzidas. Em relação ao tempo que o festival ocupou nas transmissões em direto nas televisões, a organização contabilizou 14 horas, o que equivale a um investimento que, se tivesse de ser pago, significaria cerca de 10 milhões de euros, O interesse dos media permitiu aumentar a visibilidade do festival em cerca de 64%, facto que atraiu novos patrocinadores e conduziu a um orçamento que este ano, continuará a subir, permitindo trazer também mais bandas.


O presidente da Junta, Carlos Alves, que interveio no início da sessão, como é habitual nas reuniões descentralizadas, além de fazer um balanço do trabalho realizado pelas duas autarquias, deixou algumas questões, que seriam posteriormente respondidas, Foi o caso ainda do tema saneamento, aliás uma preocupação comum aos munícipes que intervieram. O autarca quis saber também quando será instalado o parque infantil que resulta do Orçamento Participativo, manifestou o desejo de ver construída a Ecovia do Coura e defendeu a criação do Museu do ferreiro, entre outras questões.


Nas respostas do Executivo, o tema saneamento ocupou a maior parte do tempo. Depois do vereador das Obras Públicas dar conta de que a Câmara conseguiu a prorrogação do prazo para execução da obra, o presidente precisou que, neste momento, já foram executados seis quilómetros de coletores, faltando ainda colocar mais 2,1 quilómetros e construir quatro estações elevatórias. Relativamente ao valor do investimento, cerca de 800 mil euros, Miguel Alves informou também que quase metade desse montante já foi pago ao empreiteiro.


Ficaram claras, quer na intervenção de Miguel Alves quer na de Rui Lages, as razões pelas quais a obra não avança tão rapidamente quanto seria desejável ou mesmo como estava inicialmente previsto. O motivo essencial prende-se com a natureza do solo encontrado em vários locais, um tipo de rocha muito difícil de trabalhar, que obriga à execução de pequenas explosões, mas atrasa sempre os trabalhos, até porque tudo tem de ser acautelado em matéria de segurança, dada a proximidade das habitações.


Entretanto, o parque infantil está em vias de instalação, estando o assunto a ser acordado com o CIRV. Já o Museu do Ferreiro é um assunto ainda por definir, mas Miguel Alves deixou o desafio para que Junta e particulares possam apresentar ideias e projetos que permitam tornar esse desejo realidade.


Relativamente à futura Ecovia do Coura, Miguel Alves referiu que essa obra será muito importante para a freguesia e para todo o concelho e considerou-a mesmo uma obra “deslumbrante”, embora acredite que a sua concretização não deverá acontecer nos tempos mais próximos, vincando, porém, que gostaria de a fazer, senão nos próximos três anos, logo a seguir.


O presidente da Câmara deixou ainda algumas informações importantes, anunciando a abertura do procedimento de classificação das Gravuras Rupestres do Monte de Góios, na freguesia de Vilar de Mouros.