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The Offspring são a mais recente confirmação do EDP Vilar de Mouros

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15 Maio 2019

A organização do EDP Vilar de Mouros acaba de anunciar a presença dos The Offspring no Festival, que acontece entre 22 e 24 de agosto. A banda norte americana complementa assim um cartaz que representa bem a alma e o vigor do Festival, já composto pelos The Sisters of Mercy, Gang of Four, The House of Love, Killing Joke, Manic Street Preachers, Nitzer Ebb, Prophets of Rage, Skunk Anansie, Gogol Bordello, The Wedding Present, Clan of Xymox, Anna Calvi, Fischer-Z e Linda Martini.
Desde 1984 que os The Offspring conquistam o público com canções como “Pretty Fly (for a White Guy)”, “Self Esteem”, “Come Out And Play” ou “The Kids Aren’t Alright” e no Século XXI continuam a cativar fãs que se juntam às fileiras de admiradores do punk-rock.
Com 8 Álbuns editados e mais de 30 milhões de unidades vendidas, a banda liderada pelo carismático Dexter Holland atinge o expoente máximo com “Smash”, o longa duração mais vendido do grupo. Mas “Americana” ou “Conspiracy of One” perduram também até aos dias de hoje.
Os The Offspring contam com mais de 30 anos de carreira e a sua reconhecida entrega em palco é o convite perfeito para mergulhar na história da Banda e fazer uma viagem pelas canções que continuam a marcar gerações.

Os bilhetes estão disponíveis nos locais habituais e na Ticketline. O bilhete diário tem o custo de 35 euros e o passe para 3 dias, que inclui acesso gratuito ao campismo, custa 70 euros.




SOBRE AS BANDAS CONFIRMADAS:

The Offspring
Entre 1994 e inícios de 2000, os Offspring eram um dos nomes mais mediáticos da música mundial, acumulando milhões de vendas e aparecendo em dezenas de bandas sonoras de filmes e jogos. A cultura popular agarrou o seu punk rock com unhas e dentes e impregnou-o no ADN de uma geração que não se esquecerá de canções como "The Kids Aren't Alright", "Pretty Fly (For A White Guy)", "Why Don't you Get a Job, "Original Prankster", "You're Gonna Go Far Kid" e "Self Esteem".

Estrearam-se em Portugal há mais de 20 anos e a última vez que pisaram solo nacional foi em 2012. Este ano, o regresso a Portugal trará certamente a banda no seu melhor, com direito a eletricidade no máximo, refrões para cantar em alto e bom som e temas que passaram o teste do tempo para se imporem como verdadeiros clássicos de combate da era moderna.

OUTRAS BANDAS JÁ CONFIRMADAS:

The Sisters of Mercy
Não há muitas bandas como os Sisters of Mercy. Editaram três celebrados álbuns entre 1985 e 1990 – “First and Last and Always”, “Flodland” e “Vision Thing” – levaram temas como "This Corrosion" ou "Temple of Love" aos lugares cimeiros das tabelas de vendas internacionais, mas, numa clara atitude de desafio às normas e às pressões da sua editora, desistiram de lançar novos discos, mantendo-se, no entanto, como uma banda de estrada, comandada pelo carismático Andrew Eldritch.
Em 2016, numa entrevista à revista Blitz, Eldritch confirmava uma promessa de lançar novo material caso Donald Trump fosse eleito, algo que acabou por não acontecer. Seja como for, indo completamente contra a corrente de muitas bandas da sua nova geração que lançam novo material para terem o pretexto para tocar êxitos antigos, os Sisters of Mercy mantiveram uma saudável honestidade na atitude de regressarem ciclicamente à estrada para tocar os seus clássicos. Explica a Eldritch: "A verdade é que nos divertimos muito a tocar o nosso material original. Acho que é importante ter novas canções nos concertos e fazemos isso. E, claro, temos de navegar muito bem a linha divisória que separa as pessoas que compram bilhetes porque querem ouvir coisas que já conhecem das outras que compram bilhetes porque gostavam de nos ouvir a tocar coisas novas. Temos sempre que encontrar esse equilíbrio".
Com um dos expoentes do rock gótico de regresso a Portugal para uma apresentação em Vilar de Mouros, repete-se o ritual, repetem-se as canções e renova-se o culto.

Gang Of Four
Os Gang Of Four foram uma das mais interessantes bandas do período pós-punk e da new wave. O grupo originalmente liderado por Andy Gill e Jon King lançou, entre 1979 e 1983 quatro álbuns que são encarados como verdadeiros clássicos, na atualidade: “Entertainment”, “Solid Gold”, “Songs of the Free” e “Hard” marcaram a primeira fase da banda e ajudaram a compreender o som que veio do punk e que abraçou outras sonoridades, do dub ao funk, revelando-se uma mescla que continua a inspirar músicos e bandas até aos dias de hoje.
O grupo passou por diversas fases, teve vários contributos de músicos notáveis, como Gail Ann Dorsey, por exemplo, colaboradora de David Bowie, e na fase mais recente conta com Andy Gill a representar a linhagem original. O grupo foi também criando nova música, com “What Happens Next” a ser a sua mais recente edição, que já data de 2015. No entanto, há um novo trabalho previsto para 2019: “Happy Now” deverá reconfirmar a pertinência presente de uma banda cuja atitude de pura originalidade perante a música inspirou grupos como os Franz Ferdinand ou Rapture, apenas algumas das bandas das gerações mais recentes que tomam Gang of Four como grande referência.


The House of Love
A banda liderada por Guy Chadwick foi uma das mais brilhantes que saiu na segunda metade dos anos 80, da excelente fornada que a editora Creation ofereceu ao mundo e que tanto marcou a paisagem indie de guitarras dos anos seguintes. O grupo de temas eternos como “Christine” ou “Shine On” apresentou-se no Coliseu dos Recreios em 1989, num concerto que ficou na memória de todos os que a ele assistiram, passando um par de anos mais tarde para um segundo concerto no nosso país, realizado em Aveiro.
As forças criativas de Chadwick e Terry Bickers desencontraram-se e o grupo separou-se em 1993 quando contava já com quatro álbuns no ativo, incluindo Babe Rainbow (1992) e Audience With the Mind (1993). Depois da separação, Chadwick ainda ensaiou timidamente uma carreira a solo, impulsionado por Robin Guthrie dos Cocteau Twins, mas acabou por mergulhar num período de depressão de que só se livrou quando se voltou a entender com Bickers e o grupo regressou ao ativo, em 2005, com a edição de Days Run Away, muito bem recebido pelo público e pela crítica em Inglaterra. A reedição expandida do seu álbum de estreia - uma verdadeira obra de culto - em 2012 pela Cherry Red e o lançamento de novo trabalho em 2013, She Paints Words in Red, cimentou-lhes a existência neste milénio. O regresso a Portugal para esta apresentação em Vilar de Mouros é por isso mesmo causa para celebração. Os The House of Love continuam a brilhar.

Killing Joke
Não é à toa que esta é a banda cujo clássico tema “Eighties” pode ter inspirado “Come As You Are” dos Nirvana. Nome central da cena pós-punk britânica, os Killing Joke de Jaz Coleman e Youth (que viria a ter notável carreira como produtor, tendo trabalhado com bandas como os U2, e alinhado, com Paul McCartney, no projeto The Fireman), são bastantes vezes apontados como decisivas influências de bandas como Marilyn Manson ou até Metallica, sinal claro do pioneirismo que assumiram desde o início.
Os Killing Joke nasceram em 1978, em plena era do punk, mas desde o início adotaram uma atitude desafiante e experimental. Quando se estrearam, em 1980, com um álbum homónimo, os Killing Joke tinham já um som distinto. Youth acabaria por abandonar a banda um par de anos mais tarde, mas Coleman manteve a banda em pleno funcionamento e o notável baixista haveria regressado ao seio do grupo, em 2008, data em que a formação original se voltou a reunir, tendo-se mantido ativa até ao presente.
Pylon, o mais recente álbum, data de 2015 e conta com Coleman, Youth e ainda Geordie Walker e Big Paul Ferguson na formação. A All Music atestava que era admirável como, três décadas e meia após o primeiro trabalho, o grupo mantinha a aura pesada e agressiva que sempre tinha caracterizado o seu som, pulsante e musculado, denso e negro. É essa a fórmula que o quarteto de culto trará a Vilar de Mouros, naquele que será o seu há muito ansiado regresso ao nosso país.

Manic Street Preachers
Os Manic Street Preachers de James Dean Bradfield, Sean Moore e Nicky Wire são autênticos sobreviventes e um dos mais aclamados grupos rock da sua geração. Resistance is Futile, o mais recente trabalho do trio, data de 2018 e foi aclamado pela imprensa e público, tendo chegado ao lugar cimeiro do top inglês.
Com material em que o trio se voltou a aproximar de clássicos maiores do seu cancioneiro como “Motorcycle Emptyness” - como aconteceu em “Internationla Blue” - ou até de momentos da obra de David Bowie - caso de “Hold Me Like a Heaven” que a própria banda admitiu inspirar-se em “Ashes To Ashes” -, o mais recente álbum é a confirmação definitiva da força que os galeses continuam a ter, mais de 30 anos após o arranque da sua carreira.
Os Manic Street Preachers estrearam-se em álbum com Generation Terrorists, em 1992, um álbum que o NME apontou como um dos melhores trabalhos de estreia de sempre com a revista Q a distingui-los com o seu galardão de Álbum Clássico. A banda, que em 1995 perdeu o guitarrista Richey Edwards, que foi dado como presumivelmente morto em 2008 e cujo corpo nunca foi encontrado (continuam a meter um microfone em palco para ele, em cada concerto...), soube avançar, recuperar e construir uma sólida carreira, levando vários dos seus singles até aos lugares cimeiros do top britânico. E construiu também uma inexcedível reputação de palco, com enérgicos concertos que parecem sempre evocar o mais genuíno espírito do rock. Será certamente assim, em Vilar de Mouros.

Nitzer Ebb
Industrial Complex, trabalho de 2009, coloca os Nitzer Ebb de Bon Harris e Douglas McCarthy do lado de cá deste milénio, feito extraordinário se pensarmos que o grupo deu os primeiros passos em 1983, apresentando à época um som claramente informado pelo post-punk, sobretudo por bandas como Killing Joke ou Bauhaus.
No entanto, os Nitzer Ebb haveriam de ficar conhecidos como um dos expoentes máximos da Electronic Body Music ou EBM, uma corrente que pegava nalguma da atitude herdada do punk, na influência das mais radicais experiências conduzidas no seio da música industrial e até nas nascentes correntes techno e house que chegavam do lado de lá do oceano Atlântico para criar uma mescla hardcore de música para as pistas de dança mais sombrias.
Ligados à prestigiada Mute logo em 1987 (a mesma editora dos Depeche Mode, por exemplo), os Nitzer Ebb lançaram trabalhos de sucesso como Belief e Showtime ou ainda Ebbhead encarados pelos fãs de eletrónica mais radical como verdadeiros marcos históricos. O grupo cessou atividades em meados dos anos 90, mas regressou aos palcos e aos estúdios em 2007, recuperando a sua atitude radical de não compromisso em novos trabalhos que mereceram o aplauso da crítica, incluindo Join In The Rhythm of Machines, em 2011, ano em que passaram em Portugal pela primeira e última vez. Este regresso surge na senda de um novo fluxo de atividade, com Bon Harris e Douglas McCarthy a recrutarem para o palco os músicos David Gooday e Simon Granjer dos Stark. Oportunidade imperdível para se testemunhar ao vivo o poder de um dos grupos que revolucionou o universo da eletrónica.

Prophets of Rage
Quando se juntam na mesma banda membros dos Rage Against the Machine, Public Enemy e Cypress Hill, o resultado só pode ser um dos supergrupos mais explosivos de sempre. Formados em 2016, os Prophets of Rage lançaram no ano seguinte o disco de estreia, homónimo, que foi alvo de elogios da imprensa especializada pelo seu tom furioso e revolucionário. Este ano fazem a sua estreia ao vivo em Portugal, num concerto único no EDP Vilar de Mouros.

Skunk Anansie
O público português é conhecido por ter relações umbilicais com algumas bandas e os Skunk Anansie são um dos casos mais claros. Liderados pela enigmática Skin, a banda rock britânica é reconhecida pela energia que coloca em cada concerto, levando o público ao delírio com temas como “Hedonism”, “You’ll Follow Me Down” ou “Because of You, entre muitos outros. Regressam ao EDP Vilar de Mouros depois de um concerto em 2000 que ficou na história do festival.

Fischer-Z
Decorria o ano de 1980, quando os Fischer-Z lançaram “So Long” e a vida da banda rock/new wave britânica nunca mais foi a mesma. Longe do epíteto de one hit wonder, como provam os grandes sucessos “Marliese”, “Berlin” e “The Perfect Day”, os Fischer-Z são amplamente reconhecidos e elogiados pelas letras que John Watts escreveu com base na sua experiência de psicologia clínica.

Linda Martini
Quando o álbum de estreia é considerado pelos leitores da Blitz como o “Disco Nacional do Ano” é fácil de antever uma carreira de sucesso. Os Linda Martini fizeram isso e muito mais. Nascidos em 2003, são responsáveis por alguns dos temas de maior inspiração e transpiração do rock nacional, capazes de nos arrancar do sofá em picos de euforia. Ao EDP Vilar de Mouros trazem o mais recente disco de originais, homónimo, que os levou numa digressão esgotada por todo o país.


Gogol Bordello
Steve Albini e Rick Rubin, dois grandes nomes da produção mundial, não fecharam os olhos quando viram os Gogol Bordello à frente e produziram Gypsy Punks: Underdog World Strike e Trans-Continental Hustle, respetivamente. Os dois discos capturam exatamente a energia do punk cigano preconizado pelo seu vocalista, líder e membro-fundador Eugene Hütz.
Com sete longa-durações no currículo, o mais recente é Seekers and Finders, de 2017, o grupo multicultural -- músicos de países como Ucrânia, Equador, Rússia e Etiópia fazem (e fizeram) parte -- transporta esses mundos todos para uma loucura controlada que se traduz num autêntico terramoto para quem tiver a sorte de os apanhar num palco perto de si. A passagem por Vilar de Mouros será por isso mesmo uma oportunidade absolutamente imperdível para todos os que reconhecem numa banda que recolheu inspiração nas obras de combate dos Clash ou Manu Chao uma força singular que se traduz sempre em concertos de antologia.

The Wedding Present
Tudo começou em 1985, em Leeds, Inglaterra: "Go Out and Get ’Em, Boy" foi o primeiro single da banda, lançada na sua própria Reception, prova clara de uma alma independente que o grupo nunca perderia. No entanto, só em 1988 é que chegariam às tabelas do Reino Unido com "Nobody's Twisting Your Arm". George Best, o seu álbum de estreia que homenageava um lendário futebolista, figurou na lista de 500 melhores álbuns de sempre da revista NME. Uma proeza, mas também da mais elementar justiça, tendo em conta a força criativa da música aí contida.
Apesar das várias mudanças de formação -- David Gedge é o único membro original e constante ao longos destas três décadas --, o grupo de indie rock não parou de fazer álbuns. O mais recente, Going, Going..., trabalho número 9 numa discografia sólida, saiu em 2016 e o tom é totalmente diferente, mesmo que a electricidade nunca se tenha perdido pelo caminho...  prova de que o som dos The Wedding Present soube avançar no tempo e não ficar refém de glórias passadas.

Clan of Xymox
Inicialmente associados a bandas como The Cure ou New Order, os holandeses Clan of Xymox viram o seu pop rock de recorte eletrónico e colorações góticas atingir o seu apogeu nos anos 80/90, época em que lançaram dois dos seus álbuns mais celebrados: Clan of Xymox e Medusa. Depois de ouvir o primeiro longa-duração do trio, o icónico radialista John Peel convidou-os para actuarem nas suas famosas sessões, aproveitando a ocasião para defini-los como "darkwave", sub-género que haveria de servir para descrever a música de bandas como Depeche Mode, Cocteau Twins ou Soft Cell.
Do trio original Ronny Moorings, Anka Wolbert e Pieter Nooten, apenas o primeiro continua a carregar a tocha do grupo. Days of Black, disco editado em 2017, não engana: as camadas de sintetizadores continuam a alimentar o lado negro da onda e a manter a atenção que os anos de culto lhes permitiu concentrar.

Anna Calvi
Ao primeiro disco, que foi produzido por Rob Ellis, colaborador de longa data de PJ Harvey, Anna Calvi colocou imediatamente o seu nome no radar: a nomeação para o Mercury Prize em 2011 foi um dos pontos altos desse fulgurante arranque de carreira. Depois, Brian Eno, o seu mentor não-oficial, descreveu-a como "a maior coisa desde Patti Smith". Uma declaração importante de um dos músicos mais conceituados da indústria musical e que definitivamente concentrou os holofotes da imprensa especializada mundial na obra da cantora britânica.
Depois de inaugurar o seu caminho com estrondo, a cantora e guitarrista lançou mais dois discos: One Breath (2013) e o recentíssimo Hunter (2018) que conquistou espaço em vários balanços internacionais de final de ano. Nina Simone, Maria Callas, Jimi Hendrix, The Smiths, The Rolling Stones, Captain Beefheart, David Bowie, Nick Cave, Scott Walker, Olivier Messiaen, Maurice Ravel e Claude Debussy são algumas das coordenadas para perceber o rock tingido a negro de Anna Calvi que ao vivo rende sempre momentos de beleza arrebatadora.

Mais informações sobre o Festival em http://edpvilardemouros.com