Passar para o Conteúdo Principal
Top
Logótipo
  • Facebook
  • Youtube
  • Twitter
  • RSS feed

Richard Zimler em destaque no próximo "Uma Conversa, um Livro e às vezes um Filme"

Photo by lara jacinto   1 1024 2500
19 Fevereiro 2020

Sessão terá lugar no dia 29 de fevereiro, pelas 15H00, no Cineteatro dos Bombeiros de Vila Praia de Âncora

“Os dez espelhos de Benjamin Zarco”, de Richard Zimler é o destaque do próximo “Uma Conversa, um Livro e às vezes um Filme”. Esta sessão terá lugar no dia 29 de fevereiro, pelas 15H00, no Cineteatro dos Bombeiros de Vila Praia de Âncora. A conversa será seguida pelo documentário “Noite e Nevoeiro”, de Alain Resnais.


“Uma Conversa, um Livro e às vezes um Filme” continua a trazer ao concelho nomes sonantes do mundo literário. Richard Zimler, conhecido do grande público e dos Caminhenses, dispensa apresentações. Richard Zimler, o escritor nova iorquino que trocou os EUA por Portugal, vive no Porto desde 1990, onde foi professor de jornalismo, primeiro na Escola Superior de Jornalismo e depois na Universidade do Porto. Nos últimos 23 anos, publicou 11 romances, uma coletânea de contos e cinco livros infantis, que depressa entraram nas listas de bestsellers de vários países (Portugal, Brasil, EUA, Inglaterra, Itália, etc).


Vários dos seus livros fazem parte do Plano Nacional de Leitura, com destaque para “Dança Quando Chegares ao Fim”, “Se Eu Fosse” e “O Cão que Comia a Chuva”. Zimler já ganhou diversos prémios: National Endowment of the Arts Fellowship in Fiction (EUA) em 1994; Prémio Herodotus (EUA) para o melhor romance histórico em 1998; prémio literário Alberto Benveniste 2009; prémio Marquês de Ouro, entre outros. Já proferiu mais de 500 conferências sobre a sua escrita e a cultura judaica, em escolas, museus, bibliotecas, livrarias, sinagogas e auditórios públicos em mais do que 15 países, incluindo os EUA, Inglaterra, Austrália, Portugal, França e Brasil. Em 2009, Zimler escreveu o guião para O Espelho Lento, uma curta-metragem baseada num dos seus contos. O filme foi realizado no verão de 2009 pela realizadora sueca-portuguesa Solveig Nordlund e venceu o prémio de melhor filme dramático no Festival de Curtas-Metragens de Nova Iorque, em maio de 2010.
Quanto ao livro “Os dez espelhos de Benjamin Zarco” na sinopse lê-se: “Benjamin Zarco e o seu primo Shelly foram os únicos membros da família a escapar ao Holocausto. Cada um à sua maneira, ambos carregam o fardo de ter sobrevivido a todos os outros. Benjamin recusa-se a falar do passado, procurando as respostas na cabala, que estuda com avidez, em busca daquilo a que chama os fios invisíveis que tudo ligam. E Shelly refugia-se numa hipersexualidade, seu único subterfúgio para calar os fantasmas que o atormentam. Construído como um mosaico e dividido em seis peças, Os dez espelhos de Benjamin Zarco entretecem-se entre 1944, com a história de Ewa Armbruster, professora de piano cristã que arrisca a vida para esconder Benni em sua casa, e 2018, com o testemunho do filho de Benjamin acerca do manuscrito de Berequias Zarco, herança do pai, talvez a chave para compreender a razão por que Benjamin e Shelly se salvaram e o vínculo único que os une. Um romance profundamente comovente e redentor, com personagens inesquecíveis. Uma ode à solidariedade, ao heroísmo e ao tipo de amor capaz de ultrapassar todas as barreiras, temporais e geográficas”.


A conversa será seguida de “Noite e Nevoeiro”, de Alain Resnais. Sobre o documentário, Edgardo Cozarinsky escreveu: “é o único filme justo sobre o grande horror do século XX: menos o extermínio de um povo do que o programa e administração postos em funcionamento para o executar. Também uma meditação sobre o esquecimento natural e o trabalho da memória”.


Esta iniciativa é organizada pelos Amigos da Rede de Bibliotecas de Caminha e pela Câmara Municipal de Caminha.

É de referir que os Amigos da Rede de Bibliotecas de Caminha (RBC) tornam-se leitores inscritos nas bibliotecas do concelho de Caminha. O estatuto de Amigo da RBC é formalizado através do preenchimento de um formulário, (com os dados biográficos essenciais e contactos) e da oferta de um livro que reverterá para a coleção da Biblioteca Municipal. A participação no grupo de Amigos da RBC é voluntária, exclui qualquer compensação e cessará no momento em que o Amigo assim o desejar. Através da sua ação, os Amigos RBC pretendem contribuir, de modo particular, para o desenvolvimento das competências e serviços das mesmas e, genericamente, para o progresso cultural da comunidade que estas servem.