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Câmara leva pão de ló e doçaria tradicional da Páscoa a casa das pessoas

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07 Abril 2020

Parceria com nove pastelarias do concelho pretende levar um bocadinho da Páscoa tradicional às freguesias e evitar que as pessoas saiam à rua

A Câmara Municipal de Caminha reforçou a sua rede de apoio às famílias com uma parceria com nove pastelarias do concelho. Com este projeto, que une a autarquia ao comércio local, pretende-se levar pão de ló e a doçaria tradicional a casa das pessoas que estão recolhidas em casa, em situação de isolamento social e evitar que tenham que se deslocar durante o período pascal.
Segundo Miguel Alves, Presidente da Câmara Municipal, “a ideia é levar um bocadinho da Páscoa a casa destas pessoas que estão em confinamento há semanas, privadas dos seus passeios ou dos seus trabalhos. Sinto que as saudades da família apertam cada vez mais e vejo as pessoas tristes por terem uma Páscoa diferente do habitual. Acho que estamos num momento decisivo do nosso isolamento enquanto comunidade, as pessoas estão cansadas e sentem muito a falta de uma tradição tão importante como a do compasso pascal e da visita da família. Este é um gesto de carinho e homenagem”.
A iniciativa do Município mobiliza nove pastelarias do concelho de Caminha: a Caminhense, Petinga Doce, Riviera, São Roque e Virgem de Fátima de Caminha, a Petinga Doce, Tia Luiza e Cantinho da Ló de Vila Praia de Âncora e a Doce Beatriz de Moledo. A partir de agora, cada munícipe pode contactar diretamente cada uma destas pastelarias ou a própria Câmara Municipal, através dos números de telefone da Rede Complementar de Apoio – 912253802 e 910438549 – e encomendar o seu pão de ló ou os bolinhos típicos da quadra, de modo a que os mesmos sejam entregues no domicílio.
A Câmara Municipal chegou também a acordo com o arciprestado de Caminha de modo a que os sinos de todas as igrejas possam tocar de forma festiva ao meio-dia do Domingo de Páscoa. De acordo com Miguel Alves, “tanto sacrifício, tanta perseverança da população, merece um bocadinho da Páscoa tradicional. É pouco perante o que o povo tem feito, mas é um detalhe que acho que todos valorizarão”.