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Covid 19: Câmara apela à responsabilidade individual e pede ação firme da GNR contra os abusos

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27 Junho 2020

O Presidente da Câmara Municipal reuniu ontem com os comandantes dos postos territoriais da GNR de Caminha e Vila Praia de Âncora de modo a preparar a nova fase que se inicia a 1 de julho com o “tiro de partida” da época balnear, a reabertura de fronteiras com a Galiza, o final das aulas no ensino básico e o incremento de turistas no concelho. Da reunião saiu uma avaliação positiva ao trabalho que vem sendo desenvolvido pelas instituições e pela população do concelho de Caminha - que à data não apresenta casos ativos de infeção – mas também muita preocupação pelo efeito que o incremento de visitantes, notado nos últimos dias, pode ter na situação pandémica do território.

Para Miguel Alves, “a satisfação com tudo o que fizemos e a reabertura equilibrada da economia que as empresas do concelho têm empreendido, não nos pode fazer descansar nem um minuto. Já tem estado muita gente no concelho, mais do que noutros meses de junho, mas com as praias, o bom tempo e os turistas a chegar, os riscos vão aumentar e a responsabilidade de todos também”.

O Presidente da Câmara de Caminha louvou o trabalho da GNR, no concelho e no país, e agradeceu o esforço coordenado que tem sido realizado, mas teme que a falta de meios humanos e materiais daquela força de segurança no concelho, especialmente neste período de verão, possa ser um entrave à continuidade dos bons resultados.

O autarca referiu que “a GNR no concelho de Caminha não pode ter o mesmo efetivo no verão e no inverno, são os mesmos guardas para o triplo de gente” e por isso referiu que iria colocar a questão de “um reforço de meios para o concelho” junto do Comando Geral da Guarda e do Ministério da Administração Interna. Miguel Alves não tem dúvidas em afirmar que “a partir de agora, face à situação que vivemos, temos que ter uma ação mais firme, mais clara e, porque não dizê-lo, mais repressiva sobre todos aqueles que não cumprirem as regras e puserem as suas vidas e as vidas dos outros em risco”.

“Foram meses de luta, morreram pessoas, a economia fechou portas e, agora que estamos a levantar a cabeça para sobreviver, precisamos que todas as pessoas se comportem com máxima responsabilidade, que todas as empresas, restaurantes e cafés, cumpram com os horários e as regras, que os mais novos e os mais velhos respeitem o espaço público e limitem os riscos. Se assim não for, perdemos todos. Por isso, espero da GNR o que espero sempre: presença, autoridade e capacidade para fazer cumprir a legislação que tenta conter esta pandemia que tomou conta dos nossos dias”, sublinhou.

 

O Posto Territorial de Caminha conta com 24 efetivos e o Posto Territorial de Vila Praia de Âncora com 20 efetivos. No verão recebem o reforço de um pelotão ciclo mas é antiga a pretensão da autarquia de Caminha de ter maior reforço das equipas de manutenção de ordem pública nas vilas e junto às praias do concelho, quer durante o dia, quer durante a noite. O concelho de Caminha tem cerca de 17 mil habitantes mas registou mais de 90 mil dormidas no último ano de acordo com o Instituto Nacional da Estatística.