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Câmara protege habitações na zona alta de Moledo

Câmara protege habitações na zona alta de Moledo
27 Maio 2022

Obra de proteção de talude na rua do Tostado com investimento superior a 150 mil euros

A Câmara Municipal de Caminha deu por terminada a empreitada de aplicação de rede de proteção em talude na rua do Tostado, situada na parte alta da União de Freguesias de Moledo e Cristelo. Em causa estava a segurança de várias habitações existentes na crista do talude e em baixo, junto ao arruamento.
Em risco permanente estavam também os transeuntes da rua do Tostado que, com esta obra, veem resolvido um problema que vinha sendo denunciado há algum tempo e teve agora a intervenção técnica necessária. A empreitada foi levada a cabo por uma empresa especializada em situações semelhantes e teve um custo global de 146.900 euros + IVA assumidos integralmente pelo Município.
Para Miguel Alves, Presidente da Câmara Municipal de Caminha, “estas obras não são espetaculares, não dão muitos aplausos e não são muito lembradas como legado, mas são fundamentais para a segurança de pessoas e bens e, por isso, absolutamente prioritárias”.
“A parte norte da rua do Tostado conta com uma encosta a nascente tão espetacular quanto assustadora e, depois de percebermos que havia pedras e terras a deslizar nos últimos anos, tínhamos que dar um impulso na obra e na proteção das casas que ali existem. É um investimento grande, é certo, que num contexto de fundos comunitários poderia dar para fazer uma empreitada de 1 milhão de euros (como se sabe, este tipo de obras não tem financiamento europeu) mas é um investimento certo e necessário porque pode salvar vidas. Só por isso, vale a pena e a freguesia de Moledo certamente que reconhece esse trabalho”, rematou o autarca de Caminha.
Joaquim Guardão, Presidente da Junta de Moledo e Cristelo afirma que aquela situação era preocupante e recorda tempos de “rapaz”: “lembro-me que no passado, parte daquela barreira caiu e derrubou o muro da residência paroquial. Na altura, a preocupação era saber se havia alguém debaixo, vítimas mortais”.
Quando assumiu a Junta, Joaquim Guardão revela que a situação na rua do Tostado era uma das suas maiores preocupações, até porque a vegetação ocultava a situação real e nunca se tinha feito uma limpeza como depois se promoveu. Havia uma monitorização, sabendo-se se se soltavam pequenas pedras. A consolidação daquela barreira veio tranquilizar a Junta e a população, refere o autarca local.