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Miguel Alves preocupado com o estado de degradação do Canil-Gatil que custou ao município cerca de 800 mil euros

Miguel Alves preocupado com o estado de degradação do Canil-Gatil que custou ao município cerca d...
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04 Abril 2014
O Centro de Acolhimento Canil-Gatil de Caminha esteve ontem em discussão na reunião do Executivo, no período antes da ordem do dia. O presidente da Câmara resolveu levar o assunto à reunião, na sequência do alerta de uma funcionária que lá trabalha.

O Centro de Acolhimento Canil-Gatil de Caminha esteve ontem em discussão na reunião do Executivo, no período antes da ordem do dia. O presidente da Câmara resolveu levar o assunto à reunião, na sequência do alerta de uma funcionária que trabalha naquele equipamento. Em causa está o profundo estado de degradação de uma obra que custou aos cofres do município cerca de 800 mil euros e cuja gestão foi protocolada, em junho do ano passado, com a associação Selva dos Animais Domésticos. “Vamos fazer uma avaliação muito rigorosa do que se gastou e porque se gastou”, prometeu Miguel Alves, que se comprometeu também a realizar algumas obras urgentes, com início ainda este mês.

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“Estamos a falar de recursos, mas estamos a falar da qualificação e da estadia daqueles animais e das pessoas que por eles trabalham, do investimento da câmara e de uma questão de civilização”, disse Miguel Alves, na sequência da exposição de algumas imagens, que chocaram a sala. 

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Na opinião do presidente, há uma dupla perplexidade em relação a esta obra. Por um lado, o seu custo, a rondar os 800 mil euros, sem contar com as intervenções (várias) realizadas pelo município, quer diretamente, através dos seus funcionários, quer recorrendo a empresas externas. Por outro, a degradação tão rápida de um equipamento que funciona apenas há cerca de cinco anos. 

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O presidente contou que, em fevereiro deste ano, foi interpelado pelos técnicos da câmara, “sobre uma situação dramática que se vive no abrigo dos animais”, uma situação muito difícil que têm enfrentado as pessoas que nele trabalham e os voluntários que ali acedem.

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“É bom que a Câmara tenha plena consciência daquilo que acontece no centro de acolhimento, da situação em que estamos hoje, para podermos encontrar rapidamente respostas para os animais que nele estão instalados, mas também para as pessoas que lá trabalham e para as pessoas que têm todo o interesse em que tudo corra bem”.

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Miguel Alves sublinhou que “esta não é uma situação menor, é uma questão muito importante. É uma questão que às vezes é lateralizada no interesse da comunidade. Mas a forma como tratamos os animais diz muito acerca do que somos enquanto comunidade”. 

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Além disso, frisou, “a Câmara tem uma responsabilidade perante esta situação” e adiantou: “vamos ter de analisar a matéria, porque temos a responsabilidade de perceber se há ali alguma responsabilidade por parte de quem construiu este edifício, porque esta situação não é normal em nenhum edifício que custasse 800 mil euros, para estar assim 4 ou 5 anos depois”.

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Miguel Alves deixou claro que o Município não tem, neste momento, capacidade financeira para fazer a obra necessária na sua totalidade, mas “já pedimos aos nossos serviços para tentarem elaborar uma gradação de intervenção, que permita imediatamente acorrer àquelas situações que são de absoluta urgência. Vamos tentar fazer com que o próximo inverno não seja tão duro. Nos próximos quinze dias vamos pedir aos nossos serviços que façam uma estruturação de trabalhos, que permita que se avance com as obras urgentes e menos onerosas para podermos fazer depois as intervenções mais duras”.

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Ao mesmo tempo, “vamos estudar esta situação, pedir aos nossos técnicos que façam uma avaliação da obra que foi contratada, do que constava do caderno de encargos, dos materiais que tinham de ser utilizados, para perceber o que custava 800 mil euros e o que temos lá”.

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Miguel Alves recordou também que o protocolo assinado em 2013 pelo anterior Executivo prevê a atribuição de um montante de 45 mil euros/ano à associação Selva dos Animais e, além disso, obriga o município a um investimento, através dos recursos humanos, afetando ao equipamento duas técnicas superiores e mais quatro trabalhadores, num esforço de cerca de 120 mil euros anuais.