-
Visitar
-
Comunicação
-
Notícias
- Meias Casas dos Pescadores de Caminha são tema da tese de mestrado da arquiteta caminhense Renata Monteiro
Meias Casas dos Pescadores de Caminha são tema da tese de mestrado da arquiteta caminhense Renata Monteiro
30 Setembro 2015
“A Rua e as Meias Casas de Pescadores de Caminha” foi o tema escolhido pela jovem arquiteta Renata Sousa Monteiro para a sua tese de mestrado, recentemente apresentada aos caminhenses. Com este trabalho, a autora pretende divulgar e consciencializar para a salvaguarda deste tipo de património. Miguel Alves considerou o trabalho da jovem caminhense como um grande contributo para o conhecimento e valorização do património do concelho e anunciou que, no próximo ano, a propósito do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, as “meias casas” serão um tema em evidência.
“A Rua e as Meias Casas de Pescadores de Caminha” foi o tema escolhido pela jovem arquiteta Renata Sousa Monteiro para a sua tese de mestrado, recentemente apresentada aos caminhenses. Com este trabalho, a autora pretende divulgar e consciencializar para a salvaguarda deste tipo de património. Miguel Alves considerou o trabalho da jovem caminhense como um grande contributo para o conhecimento e valorização do património do concelho e anunciou que, no próximo ano, a propósito do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, as “meias casas” serão um tema em evidência.
\r\nCom um futuro promissor, Renata Monteiro viu o seu trabalho aprovado com 19 valores pelo júri da Escola Superior Gallaecia, onde se formou em Arquitetura e Urbanismo. Agora vai mostrar a sua investigação nas Jornadas de Património da Catalunha, em Barcelona, já no próximo mês de dezembro. Esta semana, a arquiteta apresentou o seu trabalho aos alunos de Artes Visuais, da Escola Básica e Secundária Sidónio Pais.
\r\n“A Rua e as Meias Casas de Pescadores de Caminha” sobre o património caminhense foi inicialmente apresentada, fora do meio académico, na Capela de Santa Clara, e contou com a presença de Miguel Alves, presidente da Câmara Municipal de Caminha, Miguel Gonçalves, presidente da União de Freguesias de Caminha e Vilarelho e Paulo Bento, antigo professor da autora, e de dezenas de caminhenses que quiseram ficar a conhecer um pouco mais da história e do património da sua vila.
\r\nO presidente da Câmara felicitou a jovem arquiteta pela escolha do tema da sua tese, que imortaliza um pedaço da história da comunidade piscatória da sede do concelho, patente numa arquitetura muito própria, que é ao mesmo tempo um testemunho da vivência das famílias.
\r\nEsta dissertação sobre a Rua de Pescadores da vila de Caminha baseia-se numa “investigação documental e de sete estudos de caso”. A tese é composta por sete capítulos: “fundamentação teórica (cap.2), evolução histórica e espacial da vila piscatória (cap.3), evolução histórica e análise espacial da rua de pescadores caminhense como um conjunto (cap. 4), fichas de observação e análise dos dados do estudo dos sete casos selecionados (cap.5); o cruzamento de dados entre a revisão bibliográfica e os resultados da análise permite uma sistematização dos conteúdos (cap. 6) e conclusão (cap. 7)”.
\r\nSegundo a autora: “urge o restauro desse lado marítimo e da expressão construída que ele possui, em parte representada pelos bairros. As ruas ou bairros de pescadores são importantes exemplos de conjuntos patrimoniais que urgem ser identificados, valorizados e preservados. As casas de pescadores possuem elementos muito característicos e próprios que contribuem para a imagem do conjunto e são, individualmente, um tipo de construção vernácula ou rural com valor patrimonial, estando igualmente inseridas no tipo de património marítimo”.
\r\nPara Miguel Alves a memória dos sítios e das gentes passa também por este tipo de trabalhos de investigação, que permitem partilhar o que nos rodeia, preservando a identidade local e a ligação às comunidades, face a um mundo cada vez mais globalizado.
\r\nConteúdo atualizado em18 de junho de 2018às 17:38