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Ministro da Economia considera extraordinária a evolução do concelho na área do Turismo

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18 Janeiro 2019

O ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, visitou hoje o concelho. O governante e a sua equipa estiveram na Biblioteca Municipal, onde se formalizou o lançamento de dois importantes investimentos: a primeira fase da requalificação do Centro Histórico de Caminha e o contrato de financiamento para implementação do projeto “Caminha Power Wi Fi”, orçados em mais de 400 mil euros. Seguiu-se uma reunião de trabalho nos Paços do Concelho com os Agrupamentos de Cooperação Territorial Galiza-Norte de Portugal e Rio Minho-Galiza.
Pedro Siza Vieira, que se fez acompanhar por vários secretários de Estado, elogiou os “resultados extraordinários” que o concelho de Caminha alcançou nos últimos anos no sector do Turismo, destacando-se na região pelo crescimento acima da média e em vários patamares. O ministro classificou os números oficiais, nomeadamente de visitantes e dormidas, como “esmagadores”, mesmo ao nível do Alto Minho, onde também se regista uma dinâmica muito relevante.


Como referiu antes o presidente da Câmara, o concelho de Caminha tem feito uma aposta muito grande na indústria do Turismo e os resultados falam por si: depois de um ano de 2012 em que o número de hóspedes desceu relativamente a 2011; desde 2013, nos últimos cinco anos, o número de hóspedes no concelho de Caminha cresceu 87,7%. “Nestes mesmos cinco anos, o valor dos proveitos na indústria do Turismo cresceu 112%”, afirmou ainda Miguel Alves.


Esta evolução é sustentada também por outros indicadores. É o caso do movimento do ferryboat de Caminha, que transportou, em 2018, 65.967 passageiros. Por outro lado, nos postos de Turismo do concelho foram atendidas 39.290 pessoas - em apenas dois anos, o número de atendimentos subiu 63%. A procura do concelho por parte de outro segmento, o dos peregrinos do Caminho de Santiago, é ainda um fator importante: o número de peregrinos nos albergues cresceu 30,5% só no ano passado e cresceu 656% desde 2013.


A esta evolução e ao esforço que lhe está associado não será estranha a descida contínua e sustentada do número de desempregados registados no IEFP. Em agosto passado, por exemplo, Caminha atingiu o valor mais baixo de sempre do número de desempregados. Mais, nos últimos cinco anos, o número de desempregados no concelho de Caminha baixou 67%.

 

Investimentos e requalificação urbana

 

Para dar continuidade à melhoria das condições de vida dos cidadãos e para alavancar a economia, os dois investimentos formalizados ontem são essenciais. Em causa estão o contrato de empreitada que permitirá concretizar a primeira fase da requalificação do Centro Histórico de Caminha, através de uma intervenção na Rua Ricardo Joaquim de Sousa, conhecida como a Rua Direita, o Largo Dr. Fetal Carneiro, o Largo dos Combatentes e a Travessa do Tribunal. Uma obra, que se pretende que arranque já em fevereiro e que representa um investimento global de 340 mil euros.


Ao mesmo tempo, foi assinado o contrato de financiamento para implementação do projeto “Caminha Power Wi Fi”, possibilitado pela oportunidade do Programa Valorizar, lançado pelo Turismo de Portugal. No caso de Caminha, trata-se de um investimento superior a 70 mil euros que permitirá a todos a ligação à rede sem fios, no Centro Histórico, de forma mais simples, mais rápida e sempre gratuita. Numa primeira fase, o projeto abrangerá a Praça Conselheiro Silva Torres, a Rua Ricardo Joaquim de Sousa e a Praça Calouste Gulbenkian.
Os dois contratos asseguram um investimento global no Centro Histórico de Caminha superior a 400 mil euros e vêm juntar-se a outros investimentos em curso no concelho, como o que está a acontecer na zona da Sandia, em Vila Praia de Âncora, no valor de 1.051.479,77 milhões de euros.


Ainda no Centro Histórico de Caminha, serão investidos mais 390 mil euros. “Com o investimento que hoje lançamos, configura um investimento global em reabilitação urbana de 1.800.000 euros”, sublinhou Miguel Alves.

 

Potenciar a Ínsua e o comércio tradicional

 

O presidente da Câmara de Caminha realçou ainda o trabalho que empresários, população e autarquia têm feito nestes últimos anos e pediu a intervenção e o apoio do Governo para dois projetos muito concretos. Um deles tem a ver com o Forte da Ínsua, ao largo de Moledo, finalmente em condições de avançar de acordo com o programa Revive, que visa valorizar e recuperar o património do Estado sem uso.
“Hoje mesmo, assegurei-me disso, enviamos todos os dados técnicos, todos os mapas solicitados e o levantamento topográfico do Forte da Ínsua. Os procedimentos foram lentos, como só os procedimentos técnicos gostam de ser, mas agora creio estarem criadas as condições para, a breve texto, podermos preparar e lançar o concurso para a utilização/concessão do Forte da Ínsua no âmbito do Programa Revive”, disse Miguel Alves.


O presidente chamou a atenção também para o assunto que foi alvo da reunião nos Paços do Concelho, as relações transfronteiriças: “temos que explorar esta oportunidade, ir a fundos regionais, nacionais e europeus. Temos que olhar para a fronteira mais dinâmica do país e valorizá-la em diferentes áreas da economia. Temos que potenciar a mobilidade, também aqui em Caminha que é assegurada exclusivamente pela Câmara de Caminha e por táxis privados. Temos que aproveitar o nosso contexto, para lançar um Projeto Piloto para o Comércio Tradicional. Não estamos em nenhuma fronteira, estamos exatamente no coração de dois países”.