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Projeto turístico para a Ínsua envolve investimento de 6.5 milhões de euros

Projeto turístico para a Ínsua envolve investimento de 6.5 milhões de euros
20 Maio 2021

Recuperação respeitará as memórias e a história, abrindo ao público o monumento nacional

O projeto turístico que vai nascer no Forte da Ínsua, em Moledo, no âmbito do Programa Revive, foi hoje apresentado no Auditório António Pedro, junto à praia e com o e ilha e o Forte à vista. Dentro de cerca de dois anos, e com um investimento da ordem dos 6.5 milhões de euros nascerá uma unidade multifacetada, mas também harmoniosa, respeitando as memórias e a história deste monumento nacional, abandonado há dezenas de anos. A DiverLanhoso é o promotor, candidatou-se ao Revive e venceu o concurso aberto pelo Estado, aceitando o desafio de dar nova vida ao imóvel e à sua envolvente.
Integrar o Forte da Ínsua no Programa Revive, lançado pelo Governo como forma de abrir o património ao investimento privado para o desenvolvimento de projetos turísticos, através da concessão da sua exploração por concurso público, foi desde logo um desafio para a própria Câmara. Considerando as particularidades do imóvel, no meio do mar e sem outro acesso que não seja o barco, quando a maré o permite, não se perspetivava um processo fácil. No entanto, como explicou o Presidente da Câmara, Miguel Alves, era necessário por fim ao tempo de abandono e de fechamento do monumento, que facilitou a degradação e a pilhagem.
Ultrapassada a fase de convencimento do Governo e realizado o concurso, a empresa DiverLanhoso seria a vencedora, apresentando um projeto de requinte, que ao mesmo tempo abre a Ínsua a todos, privilegiando o turismo de experiências. Carvalho Araújo é o arquiteto responsável.
No Forte nascerá uma unidade hoteleira, restaurante, bar, piscina e equipamentos de apoio, mas daí partirão também muitas iniciativas e aventuras e estas começam já este ano, com passeios e desafios do género “escape room”. Hoje mesmo foram assinados protocolos com empresas locais, quatro, que serão parceiros do promotor nestas iniciativas.
No próximo ano, a empresa conta ter já uma embarcação própria e iniciar a construção, que se prolongará pelo ano de 2023, prevendo-se a inauguração do complexo para 2024.
A apresentação de hoje coincidiu com o Dia Europeu do Mar e com o Dia da Marinha, o dia certo para lançar um projeto que “honra o passado, respeita o passado, mas faz da Ínsua uma ilha de futuro”, sublinhou Miguel Alves.
O Presidente lembrou que a Ínsua é um símbolo máximo de unidade, um monumento que todo o concelho conhece e reconhece, apesar das especificidades do território. A Ínsua continuará acessível e aberta, mas, no futuro, com condições que a dignificam e que dignificam o turismo concelhio e nacional.

O Forte da Ínsua, localizado no ilhéu da Ínsua, na freguesia de Moledo e Cristelo, está classificado como Monumento Nacional desde 1910. Este ilhéu foi inicialmente ocupado por uma comunidade franciscana no século XIV, altura em que construíram o convento de Santa Maria da Ínsua. Também deste período deverá datar a primeira fortaleza, mas da qual nada resta. A fortaleza tal como hoje a conhecemos data do século XVII, do reinado de D. João IV.
O Forte de planta em estrela irregular, com cinco baluartes e revelim, integra no seu interior o convento franciscano, ampliado em 1676.
Em volta da Praça de Armas desenvolvem-se as edificações aquarteladas e o convento, de estrutura austera, com igreja de planta longitudinal de única nave, com abóbadas de berço, sacristia e claustro. As alas do claustro são compostas por colunatas jónicas. O poço existente é um dos três únicos no mundo que se localizam no mar e são de água potável.
Localiza-se na Ínsua de Santo Isidro, como referimos na freguesia de Moledo e Cristelo, concelho de Caminha, a sul da Foz do Rio Minho.