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Iniciativas de homenagem aos Mortos da Grande Guerra dão a conhecer rostos e percursos de vida dos cerca de 150 caminhenses que combateram

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15 Novembro 2018

A Câmara Municipal de Caminha e o Agrupamento de Escolas Sidónio Pais vão homenagear os combatentes caminhenses da Primeira Grande Guerra, numa cerimónia que terá lugar sábado, dia 17, a partir das 10H00. A Homenagem aos Mortos da Grande Guerra integra o programa do evento “Do Armistício da Grande Guerra ao Assassinato de Sidónio Pais”, que está a ser promovido em Caminha até 14 de dezembro.
Do Armistício da Grande Guerra ao Assassinato de Sidónio Pais” tem como objetivo assinalar dois factos históricos, o Armistício e o Assassinato de Sidónio Pais, avaliando o impacto que ambos tiveram no Município.


A cerimónia Homenagem aos Mortos da Grande Guerra inicia com a inauguração do futuro “Largo dos Combatentes”, em pleno Centro histórico de Caminha, pelas 10H00, seguida da inauguração da mostra bibliográfica ‘A Livraria do Coronel Júlio Torres’ e da exposição “Da Batalha de Lalys ao Armistício”.


A mostra bibliográfica ‘A Livraria do Coronel Júlio Torres’ é composta por quatro painéis e poderá ser visitada na Biblioteca Municipal de Caminha até 14 de dezembro. Júlio Augusto Valadares Torres nasceu a 13 de abril de 1890, no Porto, filho de Júlio Augusto Valadares, negociante, natural de Caminha e de Maria Adelaide Araújo Alves, natural de Monção. Era neto paterno de Manuel Gavinho Torres e de Maria Quitéria Valadares e materno de Domingos José Alves e Maria Emília de Araújo Cunha. Muito cedo, por doença e falecimento do pai, veio viver com a mãe para casa do avô paterno, na Rua de S. João nº 52, em Caminha. Participou na Primeira Guerra Mundial, inicialmente na Campanha de Moçambique, de maio a outubro de 1916, e depois em França de janeiro de 1918 a junho de 1919.

Em 1940 casou em Portalegre com Aura Adelaide de Araújo Cunha, natural de Monção, com quem teve duas filhas, Isolina Isabel da Cunha Torres e Maria Adelaide da Cunha Torres. Faleceu a 10 de janeiro de 1960 na sua casa da Rua de São João e está sepultado no cemitério de Caminha no jazigo de família.

Sobre a ‘A Livraria do Coronel Júlio Torres’ importa referir: ‘em fevereiro de 2015 o Município de Caminha recebeu das mãos da Senhora D. Isolina Macedo 630 livros pertencentes à sua biblioteca pessoal, legada pelo seu pai, Coronel Júlio Valadares Torres. Trata-se de uma coleção que foi constituída ao longo da vida do Coronel e que o terá acompanhado pelas diversas residências, designadamente: Valença; Braga; Porto; Lisboa e Caminha. 1876 e 1949 são as datas extremas que as edições apresentam. A Livraria do Coronel Júlio Valadares Torres, desde 2015 património do Município de Caminha, é gerida pela Biblioteca Municipal. Todos os exemplares foram catalogados e estão disponíveis para o público, em sala reservada. Os temas predominantes nestes volumes são: literatura portuguesa e estrangeira, sobretudo francesa; história; geografia; política; filosofia; estratégia militar e viagens. Os autores são de renome e alguns já raros ou mesmo ausentes nos catálogos do sec. XXI.   O afeto do Coronel Júlio Torres por cada um dos seus livros evidencia-se pelas encadernações personalizadas, com peles naturais e têxteis, maioritariamente manufaturadas pelo vilarmourense Mário Pontes, pelas anotações sistemáticas manuscritas, pelos recortes de imprensa que intercalava, de modo oportuno e frequente, entre as páginas dos volumes e pelo evidente carácter metódico que estabeleceu para conduzir a seleção das obras e a constituição da coleção.  Em 2018, atendendo a este legado, alcançamos a intemporalidade dos livros e o reconhecimento pelo seu dom para perpetuar e renovar o saber e a cultura.


Da cerimónia ainda faz parte, como referimos atrás, a inauguração da exposição “Da Batalha de Lalys ao Armistício”, patente no Museu Municipal de Caminha, que homenageia os caminhenses que combateram na Primeira Grande Guerra.


A exposição é composta por três núcleos.  O primeiro dá enfoque à Batalha de Lalys. O segundo, dá a conhecer os Caminhenses na Grande Guerra, onde se podem ver os rostos e percurso de vida dos cerca de 150 homens que combateram na Primeira Grande Guerra e, por último, um núcleo dedicado a Sidónio Pais, um Presidente da República natural de Caminha.


Sexta-feira, dia 16 de novembro, pelas 18H00, “A Maçonaria e a Loja Ancorense Vedeta do Norte” é o tema da conferência, com Paulo Torres Bento e um convidado da Maçonaria.


Na semana seguinte, a 23 de novembro, também pelas 18H00, decorrerá a conferência “A Pneumónica no Concelho de Caminha”, com Aurora Rego e Luís Belo.


No dia 8 de dezembro, terá lugar o colóquio “Do Armistício da Grande Guerra ao Assassinato de Sidónio Pais”, composto por dois painéis “O CEP e os Militares do Concelho de Caminha”, orientado pelo sargento José Santos e Paulo Torres Bento, e “Sidónio, a Guerra e a Política”, com Armando Malheiro e Fernando Rosas.