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Abertura da zona intervencionada na praia de Moledo marcada para amanhã, dia 8 de agosto, pelas 16h00
Todo o areal da praia de Moledo vai estar à disposição dos banhistas a partir da tarde de amanhã. As obras realizadas na parte norte, cuja conclusão estava prevista apenas para o final deste mês, já se encontram finalizadas, num esforço repartido entre a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), empreiteiro e Câmara Municipal, que visou devolver a praia rapidamente e nas melhores condições.
\r\nAs obras a norte da praia de Moledo, de consolidação dunar, estavam prometidas há cerca de três anos, sem perspetivas de realização, mas as intempéries do último inverno e a pressão da Câmara junto das diversas entidades obrigaram ao cumprimento do prometido e num espaço de tempo recorde.
\r\nIniciada a intervenção, a cargo da APA, que utiliza tecnologia pioneira em Portugal e amiga do ambiente, todas as entidades envolvidas entenderam a urgência em devolver a praia nas melhores condições, aos moledenses e às muitas pessoas que a procuram nesta época.
\r\nO compromisso era libertar gradualmente o areal, à medida que fossem concluídos os trabalhos. A primeira semana de agosto era a data prevista para a devolução dos primeiros 100 a 150 metros de areal, o que foi cumprido alguns dias antes desse prazo e numa extensão bastante superior.
\r\nEntretanto, trabalhava-se afincadamente na restante área e foi hoje possível confirmar a boa notícia, de que, a partir da tarde de amanhã, toda a zona intervencionada vai ficar livre de máquinas e vedações. O areal é mais extenso e a duna está salvaguardada, fruto de uma obra estrutural, que utiliza tecnologia inovadora e amiga do ambiente, constituindo a primeira intervenção do género na costa atlântica ocidental de Portugal.
\r\nRecorde-se que, em meados de julho, a obra foi visitada pelo presidente da APA, Nuno Lacasta, diretor regional da ARH Norte, Pimenta Machado e Manuela Matos, vice-presidente da APA para a área dos recursos hídricos. No final da visita, como demos conta, a satisfação foi generalizada e Moledo estava prestes a tornar-se um exemplo a nível nacional, suscetível de ser replicado noutras praias.
\r\nComo oportunamente explicamos, a tecnologia e os materiais usados em Moledo são holandeses e baseiam-se na utilização de areia e água do mar para resolver os problemas de erosão, recorrendo à colocação de "geotubes", neste caso onze módulos, cada um contendo 500 metros cúbicos de areia retirada do próprio mar e acomodada numa tela.
\r\nNa altura, tinha também ficado o compromisso de Nuno Lacasta, de que tudo seria feito para acelerar os trabalhos.