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ARTE NA LEIRA ABRE ESTE SÁBADO ÀS 16H00
Mais de três dezenas de artistas participam este ano na Arte na Leira, um evento consagrado, que há 19 anos transforma a Casa do Marco, em Arga de Baixo, numa galeria de arte única. O segredo é, talvez, para além da qualidade dos trabalhos e de toda a organização, a conjugação perfeita entre a arte moderna e a natureza - a grande moldura de toda a mostra. O artista Mário Rocha é o promotor e o dono da “Casa” e a 19ª edição abre este sábado, dia 15 de julho, pelas 16h00. O evento conta com o apoio da Câmara Municipal.
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Pintura, escultura, tapeçaria, desenho, cerâmica e fotografia são as áreas principais da mostra, que envolve este ano um total de 29 artistas, nacionais e estrangeiros, a que acresce a participação do Instituto Politécnico. Nas presenças estrangeiras importa realçar os artistas vindos da Alemanha e da França. Destaque também para a presença e participação crescente de associados da Sociedade Nacional de Belas Artes.
A abertura este ano acontecerá um pouco mais cedo do que é habitual, pelas 16h00 como referimos, mas esta festa das artes e da cultura prolonga-se pelo resto do dia, e só termina à noitinha, com lançamento de fogo de artifício. A música também vai estar presente neste primeiro dia. Os sons do piano e do violino vão enquadrar todo o convívio, onde a gastronomia também não vai faltar.
Até ao dia 20 de agosto vai ser possível visitar a Arte na Leira, admirar e adquirir obras de arte, mas também conviver com os artistas e participar no programa de animação que brevemente será anunciado. Visitar a Casa do Marco, ao longo deste período, é também uma oportunidade para subir a lindíssima Serra de Arga e tomar contacto com a arte num cenário natural e raro.
Conforme escreveu Miguel Alves, no catálogo da 19ª edição, por esta altura a magia da serra mistura-se com a arte: “a nossa Serra de Arga tem um brilho único que tem conquistado gente de muitas proveniências, que desperta sentimentos e que nos obriga a voltar. Normalmente, os visitantes sentem-se atraídos pela natureza, pela rudeza das pedras, pelas tradições, por uma genuinidade de locais e de gentes que está mesmo aqui à beira, mas que nos permite mergulhar num mundo imenso e diferente do bulício das vilas e das cidades - como por magia”. Mas “todos os anos, pelo verão, é a Arte que encima este fascínio da Serra, em Arga de Baixo, terra de gente boa e de arte moderna por uns dias, nas suas diferentes manifestações, desde logo a pintura e a escultura, dominantes na Arte na Leira, mas sobretudo as telas esmagadoras que saem das mãos do Mário Rocha”, conclui o presidente da Câmara de Caminha.
Miguel Alves destaca também a personalidade rara do artista Mário Rocha, sobejamente conhecido e reconhecido e de quem pouco mais há a dizer; que é capaz de “reunir no mesmo espaço intelectuais e pastores, sem que uns e outros experimentem qualquer sensação de desconforto, ao coexistirem lado a lado numa galeria natural e extraordinariamente diferente”. É também o homem que, há 19 anos, teve a coragem de iniciar este percurso pela Serra de Arga, hoje consolidado, mas nessa altura constituiu uma aventura. Homem espontâneo, com a simplicidade que de que só os grandes homens são capazes, Miguel Alves conclui: “obrigado Mário por conservares essa espontaneidade e por a partilhares connosco, na nossa Serra, neste maravilhoso concelho de Caminha”.