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Biblioteca de Caminha cheia à conversa com o escritor Richard Zimler

19 Agosto 2014
Richard Zimler, o escritor nova iorquino que trocou os EUA por Portugal, esteve ontem, ao fim da tarde, na Biblioteca Municipal de Caminha, para falar do seu bestseller “A Sentinela” mas não só. Foi uma tertúlia com casa cheia.

Richard Zimler, o escritor nova iorquino que trocou os EUA por Portugal, esteve ontem, ao fim da tarde, na Biblioteca Municipal de Caminha, para falar do seu bestseller "A Sentinela" mas não só. Foi uma tertúlia com casa cheia e que se prolongou por cerca de duas horas, que passaram "a correr", porque o sotaque de Zimler aqueceu o ambiente, a plateia era atenta e curiosa, e estavam assim todas as condições reunidas para uma boa conversa.

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Richard Zimler é frequentemente apresentado como luso-americano, o que não é bem verdade. É ao contrário, ou seja, Zimler nasceu em Roslyn Heights, um subúrbio de Nova Iorque mas em 1990 foi viver para o Porto. Há uns bons anos descobriu Caminha e passa por cá longuíssimas temporadas.

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O tema da tertúlia de ontem era "A Sentinela", um livro que já é bestseller e cuja apresentação esteve a cargo de Alexandre Quintanilha. O cientista falou da obra e leu um trecho, aguçando o apetite de quem ainda não conhecia o romance, aparentemente poucos dos presentes, a avaliar pelas intervenções que foram feitas mais tarde.

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"A Sentinela" é de facto um policial apetitoso. O resumo da Porto Editora, remete para o dia 6 de julho de 2012: "Henrique Monroe, inspetor-chefe da Polícia Judiciária, é chamado a um luxuoso palacete de Lisboa para investigar o homicídio de Pedro Coutinho, um abastado construtor civil. Depois de interrogar a filha da vítima, Monroe começa a acreditar que Coutinho foi assassinado ao tentar defender a perturbada adolescente do violento assédio sexual de algum amigo da família. Ao mesmo tempo, uma pen que o inspetor descobre escondida na biblioteca da casa contém alguns ficheiros com indícios de que a vítima poderá também ter sido silenciada por um dos políticos implicados na rede de corrupção que o industrial montara para conseguir os seus contratos".

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O livro tem pois "como pano de fundo o Portugal contemporâneo, um país traído por uma elite política corrupta, que sofre sob o peso dos seus próprios erros históricos, Richard Zimler criou um intrigante policial psicológico, com uma figura central que se debate com os seus demónios pessoais ao mesmo tempo que tenta deslindar um caso que irá abalar para sempre os muros da sua própria identidade".

\r\nNa Biblioteca Municipal de Caminha, Zimler falou do seu livro e de outros, porque o escritor publicou dez romances, uma coletânea de contos e dois livros para crianças. Inquirido sobre o processo criativo contou como escreve, sempre em inglês, porque ainda não se sente à vontade para escrever na Língua do país onde escolheu viver. Ficou-se a saber que há mais um livro em preparação e que Richard Zimler gostou da tertúlia e está disposto a voltar, quando a nova biblioteca de Caminha estiver pronta ou antes mesmo. E da tertúlia saiu não apenas satisfeito com o diálogo que se estabeleceu na sala, mas também com a notícia de que, numa nova ocasião, haverá já um novo espaço, porque a construção da nova Biblioteca Municipal de Caminha vai arrancar em breve.
Conteúdo atualizado em18 de junho de 2018às 17:38