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Câmara baixa impostos pela segunda vez em menos de um ano para apoiar a economia e as famílias do concelho
O Município de Caminha vai voltar a baixar o IMI pelo segundo ano consecutivo, prescindindo de mais de 300 mil euros a favor da economia e dos orçamentos das famílias. Mas há outras boas notícias para os agregados familiares: os prédios rústicos cujos proprietários desenvolvam atividade agrícola, florestal ou ações de limpeza e desmatação ficam isentos, enquanto para os imóveis que detenham certificado de eficiência energética máxima a taxa é reduzida em 50 por cento.
\r\nA proposta do presidente, apresentada ontem ao Executivo e aprovada com os votos da maioria, teve em conta diversas variantes e traduz-se num esforço financeiro considerável para o município. Apesar da redução das transferências do Estado para os municípios, do aumento dos encargos fixados pelo Estado e suportados pelas autarquias e da difícil situação financeira da Câmara de Caminha, Miguel Alves entendeu que é importante aliviar os orçamentos das famílias, fustigadas por cortes de salários e aumentos de impostos diretos e indiretos.
\r\nCom esta decisão, que reduz para 0,34% a taxa a aplicar aos prédios urbanos avaliados em termos do CIMI, prevê-se uma diminuição de receitas para a Câmara de mais de 300 mil euros, aumentando o rendimento anual disponível das famílias, ao mesmo tempo que se fomenta o comércio de imóveis no concelho.
\r\nEficiência energética e boas práticas premiadas
\r\nA Câmara decidiu também premiar quem se preocupa com o ambiente e com a racionalização em termos energéticos. Assim, os imóveis que detenham certificado de eficiência energética máxima pagarão apenas metade do valor do IMI que lhes for atribuído.
\r\nA redução de 50 por cento aplica-se também aos prédios classificados como de interesse público, de valor municipal ou património cultural e outros imóveis reabilitados.
\r\nO setor primário será também privilegiado no âmbito deste imposto, com a isenção por completo para os prédios rústicos cujos proprietários façam prova das atividades agrícola, florestal ou de ações de limpeza e desmatação.
\r\nA Câmara vai, no entanto, "castigar" a inoperância dos proprietários, aplicando as taxas mais elevadas previstas na lei aos prédios abandonados e degradados ou que configurem risco para pessoas e bens, de acordo com o parecer da Proteção Civil Municipal, bem como aos prédios em incumprimento de obras coercivas.
\r\nCâmara fez a sua parte e poupou 1,2 milhões no primeiro semestre
\r\nCom estas medidas, para além de quem for abrangido pelas isenções e reduções maiores, os proprietários em geral terão os seus orçamentos aliviados, ao mesmo tempo que se dá um sinal no sentido da importância de reabilitar os imóveis, o que também favorece a economia, contribuindo para a reanimação da fileira da construção civil, que envolve múltiplas áreas e dá emprego a muitas pessoas.
\r\nEste esforço de redução de impostos, que acontece pela segunda vez neste mandato, corresponde aos compromissos assumidos por Miguel Alves e é possível porque a Câmara, como prometeu o presidente aquando da aprovação do Orçamento, fez a sua parte. "Dissemos que iríamos fazer a nossa parte e estamos a cumprir", disse Miguel Alves na reunião, dando como exemplo os resultados do primeiro semestre, que demonstram uma poupança de 1,2 milhões de euros face a igual período do ano passado.
\r\nNo primeiro semestre, as despesas correntes caíram globalmente 1,2 milhões de euros relativamente ao mesmo período do ano passado, com o maior esforço de contenção a fazer-se na área da aquisição de bens e serviços.
\r\nA aquisição de bens de capital também baixou e só os gastos com pessoal contrariaram esta tendência, por força de elevado número de contratações realizado pelo anterior Executivo no último mês do seu mandato e da reposição dos subsídios de férias.
\r\nAssim, apesar "castigada" pela queda da receita, a execução orçamental foi positiva, mercê do notável comportamento da despesa.
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