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Câmara está solidária com a Academia de Música Fernandes Fão e exige intervenção urgente do Governo
05 Fevereiro 2015
O Executivo aprovou ontem, por unanimidade, uma moção de apoio e solidariedade com a Academia de Música Fernandes Fão, forçada a suspender a sua atividade devido à não transferência de verba, por parte do POPH
O Executivo aprovou ontem, por unanimidade, uma moção de apoio e solidariedade com a Academia de Música Fernandes Fão, forçada a suspender a sua atividade devido à não transferência de verba, por parte do Programa Operacional Potencial Humano (POPH), relativamente ao projeto educativo correspondente a 2014 e 2015. Na moção, proposta por Miguel Alves, sublinha-se o caráter fundamental da escola, no âmbito do concelho de Caminha e a qualidade do ensino que é prestado e exige-se que o Governo intervenha com a determinação suficiente para que a questão do atraso no financiamento possa ser desbloqueada urgentemente.O texto da moção realça que "a aposta na cultura e na qualificação das pessoas e dos territórios não se basta com frases de grande alcance". A Câmara manifesta também total disponibilidade para "ações formais ou informais que sejam consideradas pertinentes para a demonstração da gravidade do que se passa e, sobretudo, para a solução do problema".A moção recorda que, como foi amplamente divulgado pela comunicação social nacional, local e regional, no passado dia 2 de fevereiro, a Academia de Música Fernandes Fão (AMFF) decidiu suspender as atividades letivas em virtude das dificuldades financeiras sentidas pela não transferência de verba, por parte do Programa Operacional Potencial Humano, relativamente ao projeto educativo que corresponde aos anos de 2014/2015.Recorda-se também que a AMFF é uma instituição de grande prestígio que tem sede em Vila Praia de Âncora, no concelho de Caminha, e polos espalhados por Caminha, Melgaço, Ponte de Lima, Valença e Vila Nova de Cerveira. A Academia tem cerca de seis centenas de alunos em todo o Alto Minho e presta um serviço de grande relevância cultural e académica a toda a nossa região. Além disso, emprega dezenas de pessoas e serve centenas de famílias e toda a nossa comunidade. "Com cinco meses de salários em atraso (incluindo o subsídio de Natal) e sem perspetivas de resolução do desbloqueamento de cerca de 400.000 euros que estão em atraso, a AMFF viu-se forçada a suspender a atividade, facto que afeta todo o Alto Minho e, em particular, o concelho de Caminha", lê-se no texto aprovado ontem.Miguel Alves sublinha que a aposta na cultura e na qualificação das pessoas e dos territórios, mais do que frases bonitas, "precisa de apoios efetivos, de sustentação material e não se compadece com expetativas goradas, financiamentos em atraso e burocracias incompreensíveis. A AMFF presta um serviço de excelência a cerca de 200 alunos no nosso concelho e o Município reconhece a enorme valia que traz para toda a nossa comunidade e a absoluta premência da retoma de atividade que deve ser acompanhada da resolução dos problemas de financiamento da instituição".
Conteúdo atualizado em18 de junho de 2018às 17:38