Passar para o Conteúdo Principal Top
Voltar à página inicial
  • Facebook
  • Youtube
  • Instagram
  • RSS feed

CÂMARA VAI CONTRAIR EMPRÉSTIMO DE CURTO PRAZO PARA PAGAR SENTENÇA DE 2012 E DÍVIDA DE ACORDO ANTIGO

01 Fevereiro 2017
O Executivo aprovou hoje a contração de um empréstimo a curto prazo até 250 mil euros, que se destina à liquidação de acordos de pagamento relativos a dívidas antigas, que transitaram do anterior mandato

O Executivo aprovou hoje a contração de um empréstimo a curto prazo até 250 mil euros, que se destina à liquidação de acordos de pagamento relativos a dívidas antigas, que transitaram do anterior mandato, onde se inclui uma sentença judicial transitada em julgado em 2012 e um acordo com os proprietários de uma quinta. A situação financeira da Câmara obriga a mais este esforço, tendo Miguel Alves considerado "chocante" o voto contra dos vereadores do PSD, quando estão em causa problemas do passado, absolutamente alheios a este Executivo e decorrentes em grande parte, referiu, de atitudes de "irresponsabilidade".  Nos dois casos, o custo total para os cofres do Município ascende aproximadamente a 850 mil euros.

\r\n

A Câmara de Caminha continua a honrar compromissos antigos, pagando avultadas somas decorrentes de sentenças judiciais. O atual Executivo está também a pagar custos de acordos celebrados no anterior mandato, mas que ficaram por liquidar. Dois desses casos estão na origem da contração do empréstimo agora aprovada, que será ainda submetida a análise e votação em Assembleia Municipal.

\r\n

Não estão em causa, ao contrário do que a oposição anunciou, dificuldades de tesouraria do Município de tipo ordinário, mas o cumprimento da lei, sobretudo no que toca à sentença judicial, que custa aos cofres da Câmara mais de meio milhão de euros em rendas e juros, e a que acrescem as obras já executadas no edifício, no valor de mais de 100 mil euros.

\r\n

Nesta fase de procedimento administrativo, porém, não pode haver consignação de receita, ou seja, a proposta submetida à reunião de Câmara, no seu texto, não pode especificar o destino final da verba, conforme o presidente explicou, com detalhe.

\r\n

Refira-se que está em causa a Quinta da Barrosa, em Vila Praia de Âncora, e um edifício arrendado na Travessa do Tribunal, em Caminha. Miguel Alves conseguiu, em ambos os casos, negociar com os credores o pagamento em prestações. 

\r\n

Neste momento a Câmara já pagou a primeira tranche do valor devido aos proprietários da Quinta da Barrosa e irá pagar a segunda parcela através deste empréstimo. Como oportunamente anunciámos, a Câmara de Caminha e os herdeiros dos proprietários da Quinta da Barrosa celebraram um acordo que previa o pagamento de 240 mil euros pelos terrenos, em duas tranches iguais, liquidando imediatamente a primeira parcela. O anterior Executivo tinha-se comprometido a entregar três apartamentos de tipologia dois, até 31 de dezembro de 2013, o que nunca aconteceu. Como o Município também não dispunha, nem dispõe, desses imóveis, Miguel Alves viu-se obrigado a encetar novas negociações.

\r\n

O outro caso é o do arrendamento de um edifício na Travessa do Tribunal. Em março último, após a realização das obras exigidas pelo acórdão do Supremo, o Município entregou no Tribunal Judicial de Caminha as respetivas chaves. Como é público, ao não restituir o prédio, em 2005, nos termos fixados no contrato, o anterior Executivo envolveu a Câmara num longo litígio judicial que culminou no Supremo Tribunal de Justiça, em 2012, por sentença transitada em julgado, a obrigar a Câmara a executar pesadas obras e ao pagamento de todas as rendas vencidas e respetivos juros, num total que vai além dos 600 mil euros. O valor total da intervenção no imóvel, que ficou concluída também em março último, foi de 102.199,31 € (mais IVA).

\r\n

O presidente da Câmara, Miguel Alves, conseguiu acordar com os herdeiros do dr. Dionísio Marques o pagamento de mais de meio milhão de euros em três prestações.

\r\n

O presidente recordou, na reunião de hoje, que os três executivos anteriores, em 12 anos, contraíram empréstimos no valor de 13 milhões e 730 mil euros (incluindo seis empréstimos de curto prazo), dos quais apenas cerca de 4,3 milhões se destinaram a obras. Do montante total, ficaram por pagar oito milhões de euros, dos quais este Executivo já liquidou 2 milhões e 270 mil euros.

Conteúdo atualizado em18 de junho de 2018às 17:38