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Casa de Repouso da Confraria do Bom Jesus dos Mareantes prepara investimento de 1,8 milhões de euros
A Casa de Repouso da Confraria do Bom Jesus dos Mareantes, em Caminha, prepara-se para aumentar as instalações, adquirir novos equipamentos e construir um Museu Arqueológico das Muralhas de Caminha. São projetos já iniciados e que orçam em 1,8 milhões de euros, revelando "inteligência" face aos novos desafios do envelhecimento, como sublinhou Miguel Alves, que hoje visitou a instituição centenária congratulando-se com este "virar de página" da nova direção. Acompanhar a evolução de tudo isto é possível a partir de hoje, através do website que também foi apresentado, disponível no endereço http://www.larmareantes.pt/
\r\nNasceu em 1900 e prepara-se para consolidar o crescimento imprimindo uma dinâmica que se consubstanciará na melhoria das condições em geral, aumento da oferta em 40 camas e novos postos de trabalho a criar. A Casa de Repouso da Confraria do Bom Jesus dos Mareantes apresentou hoje um projeto multifacetado e ambicioso, até pelo volume de investimento implicado, mas não só.
\r\nO presidente da Câmara de Caminha saudou a perspetiva estruturante da instituição, a capacidade para enfrentar novos desafios e a alteração da forma como encara o paradigma do envelhecimento. "Quantos investimentos desta envergadura se fazem no concelho" - questionou Miguel Alves, para concluir que esta "não é uma nota de rodapé", mas "uma demonstração de visão estratégica, que olha para o futuro de forma extraordinária, que olha para as novas tecnologias, para as novas formas de encarar o envelhecimento - é um virar de página".
\r\nO presidente da Câmara prometeu também apoio ao projeto, nomeadamente na vertente da valorização museológica, e congratulou-se com o aumento da oferta mas também com a perspetiva de criação de novos postos de trabalho, entre 10 e 15.
\r\nA capacidade que a direção teve de olhar para o património, encarando-o não como um obstáculo "mas antes como algo que nos valoriza" foi também salientada pelo presidente da Junta de Caminha e Vilarelho, Miguel Gonçalves, que se referia ao pedaço das muralhas de Caminha encontrado quando das escavações preparatórias do projeto.
\r\nAutossustentabilidade e eficiência
\r\nAntes, tinha intervindo o presidente da direção da Casa de Repouso da Confraria do Bom Jesus dos Mareantes. António Silva, que assumiu funções em fevereiro do ano passado, teve ocasião de explicar o projeto e defendeu a autossustentabilidade das instituições como sinónimo da sua maturidade e independência. Além disso, referiu, "decidimos que o futuro passaria pelo alargamento das instalações - parecia impossível, mas decidimos que iríamos tentar e conseguimos".
\r\nDe referir que o projeto de intervenção se divide em dois momentos, "numa primeira fase proceder-se-á à reestruturação do equipamento existente e posteriormente à ampliação física da estrutura atual, traduzindo-se no final numa ampliação de 820 m2 nos dois pisos do edifício e em mais 20 vagas, totalizando assim uma capacidade para 83 utentes".
\r\nMais espaço e mais qualidade
\r\nNão é, porém, um simples crescimento físico e, "mais do que a incrementação da capacidade de resposta atual, este projeto de remodelação e ampliação irá assegurar a existência de espaços técnicos, clínicos, de lazer, de convívio, de estimulação e/ou de visita mais ajustados às necessidades atuais e com maior conforto. Mais do que simplesmente aumentar a capacidade de resposta, esta medida irá dotar a Instituição de uma melhor resposta (conferindo-lhe as melhores condições até a nível distrital) que se poderão oferecer à população idosa e aos mais carenciados, como é propósito da Instituição e dos seus valores canónicos".
\r\nO projeto, além da ampliação, orçada em cerca de um milhão de euros, envolve ainda a construção do Museu Arqueológico das Muralhas de Caminha, com um custo previsto da ordem dos 350 mil euros, e aquisição de novos equipamentos diversos, com um orçamento estimado de sensivelmente mais 350 mil euros.
\r\nA concretização destes investimentos, entretanto iniciada, implica o recurso a capital próprio, mas sobretudo a fundos comunitários, disponíveis através do programa Portugal 2020.