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Executivo caminhense avança com três candidaturas para obras orçadas em mais de dois milhões de euros

06 Novembro 2013
Com apenas duas semanas em funções, o executivo da Câmara de Caminha prepara-se para avançar com três candidaturas, para obras orçadas, no seu conjunto, em mais de dois milhões de euros.

Com apenas duas semanas em funções, o executivo da Câmara de Caminha prepara-se para avançar com três candidaturas, para obras orçadas, no seu conjunto, em mais de dois milhões de euros. As propostas foram levadas pelo presidente, Miguel Alves, à reunião de ontem e aprovadas. Em causa estão três projetos estruturantes para o concelho: a nova Biblioteca Municipal de Caminha, a requalificação do Mosteiro de São João de Arga e a construção da Ecovia-Caminho do Rio Minho (Caminha - Lanhelas). Como sublinhou o presidente, executivo e funcionários esforçaram-se, em tempo recorde, para agarrar uma oportunidade que surgiu e que é suscetível de contribuir para aquele que é o desígnio desta gestão, ou seja, alavancar o concelho para um patamar superior.

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Miguel Alves sublinhou que o novo executivo, apesar de estar há pouco tempo em funções, decidiu submeter estes projetos a fundos comunitários, por considerar que são, na sua génese, importantes para o concelho de Caminha, e que, concretizados e colocados ao serviço da população, serão uma importante mais-valia.

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Sobre a importância da nova Biblioteca de Caminha, Miguel Alves disse: "é um projeto que vai criar um espaço habilitado para projetar cultura em Caminha. Será um farol de cultura, especialmente ligado à leitura, à escrita e a outras artes, que vai qualificar o centro histórico", acrescentando que "é uma alavanca capaz de empurrar o concelho para a frente porque intervém no momento e no futuro dos nossos jovens e das pessoas que aqui vivem". A nova Biblioteca Municipal de Caminha é uma empreitada cuja estimativa orçamental é de cerca de um milhão de euros, a que acresce IVA.

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Sobre a valorização do Mosteiro de São João d'Arga, o presidente sublinhou que a Serra d'Arga  "é uma joia que muitas vezes temos guardada numa gaveta, e que queremos mostrar mais". Com esta obra pretende-se valorizar e potenciar a Serra d'Arga, os seus caminhos e as suas tradições.  Este projeto tem um orçamento um pouco superior aos 600 mil euros.

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Quanto ao projeto da "Ecovia-Caminho do Rio Minho (Caminha - Lanhelas)", o presidente da Câmara salientou que é um projeto que merece o apoio de qualquer cidadão e que representa "um sinal forte de que queremos que esta ecovia seja uma realidade, ou seja, queremos qualificar espaços importantes entre o cais de Seixas e Lanhelas", explicou. Este projeto está avaliado em cerca de 486 mil euros.

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Travessa do Teatro e Serviço de Finanças de Caminha foram alguns assuntos que dominaram o período antes da ordem do dia.

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A Travessa do Teatro, em Vila Praia de Âncora, e o possível encerramento da repartição de finanças em Caminha são algumas matérias que preocupam o executivo e a população, razão pela qual foram assuntos debatidos no período antes da ordem do dia.

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Sobre as questões relacionadas com a REFER, o presidente informou que o executivo vai "discutir" não só a situação da Travessa do Teatro, em Vila Praia de Âncora, por considerar muito específica, mas toda a travessia da linha férrea, desde Lanhelas até Âncora, ou seja, a segurança de todas as passagens de nível; o canal por onde passa o caminho de ferro e o aproveitamento, através de cedência, dos imóveis que existem no percurso da linha férrea.

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Miguel Alves realçou que o atual executivo está disponível e tem uma enorme vontade para encontrar uma solução para o caso da Travessa do Teatro, mas lembrou que o atual presidente do Conselho de Administração da REFER foi claro ao dizer que não deixará nunca construir uma passagem nivelada, receando um acidente que possa ocorrer. O autarca deu conhecimento ainda de que vai convidar o presidente do conselho de administração para visitar o concelho e assim poder apreciar in loco as situações.

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Sobre o possível encerramento do serviço de finanças de Caminha, o presidente da Câmara diz ser um assunto muito difícil de aceitar para este executivo e informou que já reuniu com o chefe daquela repartição pública. O autarca comunicou que estão a ser recolhidas todas as informações necessárias para defender o não encerramento e explicou que Caminha tem argumentos para debater com o Ministério das Finanças. Segundo o autarca, esses argumentos devem-se ao facto do serviço de finanças de Caminha ter uma importância histórica e sustentada no concelho. Se a solução passar por mudar os serviços para Vila Nova de Cerveira, como consta, tal decisão só iria piorar os problemas de Caminha. Além disso, em termos de receita de IMI, o concelho de Caminha é o terceiro maior contribuinte do distrito. Miguel Alves esclareceu ainda que esta matéria está a ser tratada nas reuniões da CIM Altominho e que o próximo passo é solicitar uma reunião com o Ministério das Finanças.

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Conteúdo atualizado em18 de junho de 2018às 17:38