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MUNICÍPIO DE CAMINHA APOSTA FORTEMENTE NA PREVENÇÃO E DEFESA DA FLORESTA CONTRA INCÊNDIOS

28 Junho 2017
O concelho de Caminha aposta fortemente na defesa da floresta contra incêndios. Há um forte investimento e muito trabalho realizado na área da prevenção e na área da estabilização de emergência pós-incêndio. “Tem havido uma preocupação enorme no sentido de reagir aos incêndios florestais e de prevenir situações futuras, quer em termos de ordenamento de território, quer em termos de acessibilidades”, sublinhou Guilherme Lagido.

O concelho de Caminha aposta fortemente na defesa da floresta contra incêndios.  Há um forte investimento e muito trabalho realizado na área da prevenção e na área da estabilização de emergência pós-incêndio. “Tem havido uma preocupação enorme no sentido de reagir aos incêndios florestais e de prevenir situações futuras, quer em termos de ordenamento de território, quer em termos de acessibilidades”, sublinhou Guilherme Lagido.

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O Município de Caminha trabalha afincadamente para proteger as florestas do concelho. Exemplos desse empenhamento são: o novo Plano Diretor Municipal (PDM), a aprovação da candidatura de execução “Rede de Defesa da Floresta Contra Incêndios do Concelho de Caminha”; a criação da Equipa Municipal de Proteção Florestal; a beneficiação da rede viária florestal; e o acompanhamento que faz a diversas candidaturas submetidas por outras entidades.

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Relativamente ao PDM, é de referir que teve em consideração o histórico dos incêndios florestais, a perigosidade de incêndio existente fora das áreas consolidadas e as características dos espaços florestais do concelho. Para o vice-presidente do Município de Caminha, fatores como o mau ordenamento e a ocupação de território são fatores preocupantes e que devem ser equacionados. “Nós estamos preocupadíssimos e neste âmbito, através do PDM, tentamos acautelar estas situações em que os riscos eram por demais evidentes”.

Decisões que exigem coragem política

Sobre esta ferramenta, também Miguel Alves reiterou a sua importância na prevenção dos incêndios florestais: “o novo PDM prevê a impossibilidade de construir em zonas florestais e a incapacidade de construir em zonas em que não existem acessos”. O presidente reconhece que é preciso coragem para tomar decisões que desagradam a algumas pessoas, em função de interesses particulares e especulativos, mas sublinha que esse é um dever dos decisores políticos, que não têm o direito de adiar decisões anos a fio ou de decidir em função de interesses que não sejam o bem comum e a comunidade no seu todo. 

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O município conseguiu também para o concelho, como demos conta, mais de meio milhão de euros, a aplicar na defesa da floresta, através da aprovação da candidatura de execução “Rede de Defesa da Floresta Contra Incêndios do Concelho de Caminha”, cujo concurso se encontra em fase de abertura. Esta empreitada, florestal, orçada em €577.098,92, é financiada pelo POSEUR e consiste na instalação de rede primária e rede secundária de gestão de combustíveis em várias freguesias do concelho, numa área de 315,52 hectares. Guilherme Lagido assegura que este concurso é de extrema importância para o concelho: “a abertura deste concurso é um investimento considerável na rede primária e secundária e vai permitir melhorar a nossa capacidade de reação em caso de catástrofe”.

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Com esta operação pretende-se executar rede de faixas gestão de combustíveis - primária e secundária - planeadas em sede de PMDFCI, com uma abrangência municipal com vista à minimização dos efeitos da passagem dos incêndios florestais. Esta operação tem como objetivos: aumentar a resiliência do território florestal ao risco de incêndio florestal; a diminuição da área percorrida por grandes incêndios florestais; criar oportunidades de apoio ao combate a eventuais incêndios florestais; a alteração do regime de fogo do concelho e ainda a recuperação silvo pastoril do território, que se reveste de enorme importância para as populações de montanha.

Equipa já no terreno e outra em preparação

O concelho de Caminha vai ter também uma nova equipa de sapadores florestais. Trata-se de uma candidatura aprovada no âmbito da Associação de Produtores Florestais do Vale do Minho para criação de 20 Equipas de Sapadores Florestais, para a proteção e defesa da floresta, estabelecidos no Plano Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios e na Estratégia Nacional para as Florestas.

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A Câmara tem ainda no terreno uma Equipa Municipal de Proteção Florestal, constituída por quatro elementos, e que foi criada no âmbito de uma candidatura efetuada pelo Município ao Programa Social para as Florestas do IEFP, com o objetivo de desenvolver ações de prevenção da floresta contra incêndios no inverno, de modo a minimizar os efeitos dos possíveis incêndios florestais no verão. Esta equipa procede a trabalhos de limpeza e corte de vegetação ao longo da rede viária florestal; executa limpezas junto a edificações de proteção às casas e em infraestruturas de recreio em espaços florestais, como são os casos dos trilhos e Caminhos de Santiago; entre outros trabalhos. A sua atividade centra-se na execução de silvicultura preventiva, podendo, no entanto, desempenhar ações de vigilância florestal nos períodos de alerta e apoiar, em caso de necessidade, ações de rescaldo e vigilância pós incêndio.

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Este ano, o Município investiu mais de 76 mil euros na beneficiação da rede viária florestal. Os estradões florestais foram limpos de vegetação, os aquedutos e valetas desobstruídos e limpos e o piso melhorado.

Uma intervenção “brilhante” nas Argas

No âmbito dos incêndios que deflagraram no concelhio em 2015, o Conselho Diretivo do Baldio da Arga de São João viu aprovada a candidatura “Estabilização Emergência do Baldio de Arga de São João” para o restabelecimento daquela área ardida, no montante de meio milhão de euros. Foram melhoradas algumas estruturas afetadas da rede viária, realizaram-se trabalhos de prevenção da contaminação e assoreamento de linhas de água, criaram-se de faixas de gestão de combustível, procedeu-se ao controle de espécies invasoras e ao controle de infestantes. No total abrangeu uma área de mais de 400 hectares. A candidatura foi elaborada pela Associação dos Produtores Florestais do Vale do Minho, com um forte apoio da Câmara Municipal de Caminha, na componente de levantamento e de cartografia.

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Sobre esta intervenção, Guilherme Lagido sublinhou: “foi feita uma intervenção brilhante no sentido do combate à haquea. Meio milhão de euros no sentido de combate às espécies invasoras e no sentido de atuar nas situações pós incêndios”.

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Relativamente aos incêndios que ocorreram em 2016, é de referir que 12 unidades de Baldio apresentaram can

Conteúdo atualizado em18 de junho de 2018às 17:38