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Novo PDM apela à atração de população

10 Agosto 2016
A proposta de revisão do Plano Diretor Municipal (PDM) prepara o concelho para um crescimento substancial, sem comprometer as condições que garantem a qualidade de vida e a sustentabilidade do território de Caminha.

A proposta de revisão do Plano Diretor Municipal (PDM) prepara o concelho para um crescimento substancial, sem comprometer as condições que garantem a qualidade de vida e a sustentabilidade do território de Caminha. A discussão pública é a fase seguinte e foi hoje aprovada, por unanimidade, em reunião do Executivo. O PDM de Caminha tem mais de duas décadas e devia ter sido revisto há 10 anos, tendo sido assumido pelo Executivo atual como prioridade, uma vez que está em causa a própria estratégia para o concelho.

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"Trabalhamos numa proposta de PDM que apela à atração da população. Queremos estagnar a perda populacional e criar condições para que as pessoas queiram não só viver em Caminha, mas para que encontrem aqui condições para isso", referiu o presidente da Câmara, Miguel Alves, comentando as caraterísticas que nortearam o trabalho da equipa que elaborou o documento.

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A Câmara optou por uma equipa técnica interna, coordenada pelo vice-presidente, Guilherme Lagido, profundo conhecedor deste tipo de processos. Na reunião e hoje, tanto o presidente como o vice-presidente elogiaram o trabalho destes funcionários. Unânime, por parte de ambos, foi também a importância da participação das juntas de freguesia. Guilherme Lagido sublinhou mesmo que todas as juntas se empenharam e fizeram propostas, tendo sido acolhidos cerca de três quartos delas, entre as que não chocavam com as restrições legais.

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Esta é, portanto, uma proposta fortemente participada, uma vez que foi alvo de reuniões com todas as juntas, que trabalharam o documento como entenderam, com as suas populações, durante cerca de um ano. Resultou desta participação uma valorização clara da proposta final, conforme frisou Guilherme Lagido.

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Como também explicou o vice-presidente da Câmara, o território de Caminha é fortemente condicionado em termos de áreas que são reserva em matéria ambiental. No entanto, foi possível preparar a parte urbana para um crescimento que poderá quase duplicar a população, disponibilizando mais de cem hectares nesta área em relação ao anterior PDM. Caminha poderá assim receber, nos próximos dez anos, cerca de 10 mil habitantes mais. Este não é um crescimento expectável, mas o que importa considerar é que o território não se apresenta estrangulado nessa matéria.

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De referir também a preocupação de ampliar a parte industrial, Na Gelfa e em Vilar de Mouros, tendo em consideração a proximidade com o porto de Leixões e as acessibilidades.

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A vocação do concelho é, porém, a indústria do turismo. "promover o turismo, aproveitando a classificação e as caraterísticas do nosso território é a opção", concluiu Miguel Alves.

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A proposta foi, como referimos, aprovada por unanimidade nesta reunião extraordinária, que teve esse caráter não apenas por acontecer fora do calendário habitual, mas porque a última reunião do género na Câmara Municipal de Caminha aconteceu há mais de duas décadas.    

Conteúdo atualizado em18 de junho de 2018às 17:38