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Obras na praia de Vila Praia de Âncora arrancaram hoje

22 Maio 2014
Arrancou hoje, quinta-feira, a 1ª fase da “Empreitada de reforço e proteção dos sistemas dunares e renaturalização de áreas naturais degradadas”, com a reabertura do canal de escoamento na foz do rio Âncora.

Arrancou hoje, quinta-feira, a 1ª fase da “Empreitada de reforço e proteção dos sistemas dunares e renaturalização de áreas naturais degradadas”, com a reabertura do canal de escoamento na foz do rio Âncora. Por outras palavras, está a ser aberto um canal que vai permitir que as águas estagnadas possam descer pelo seu curso natural até ao mar. “Se mantivéssemos por mais alguns dias estas águas estagnadas naquela zona junto à foz antiga íamos começar a ter maus cheiros, mosquitos e um problema gravíssimo que ia hipotecar a época balnear em Vila Praia de Âncora”, explicou Miguel Alves, esta manhã, aos jornalistas presentes. Esta é a terceira grande empreitada a começar a nível nacional, depois de Moledo e da Costa da Caparica.

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A forte agitação marítima e o mau tempo que se fizeram sentir no último inverno provocaram a destruição da Duna dos Caldeirões, que tinha cerca de 7 metros de altura e 100 metros de comprimento. Com o derrubar da duna, a foz do rio Âncora foi alterada, passando a haver um “risco muito grave para a praia das crianças”, devido às águas estagnadas, como explicou o presidente da Câmara Municipal de Caminha.

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A praia de Vila Praia de Âncora é fundamental para a dinâmica da economia local e é, nas palavras de Miguel Alves, “um balão de oxigénio que a vila e o concelho precisam”. Por isso, a Câmara Municipal fez todos os possíveis para que obra avançasse o mais rapidamente possível e conseguiu, inclusivamente, encurtar o prazo indicado para o início das obras.

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Nesta primeira fase, que começou hoje, vai ser aberto um canal para que as águas, até agora estagnadas, possam seguir pelo seu curso natural até ao mar. “Este é o primeiro momento de ressurgimento da praia das crianças”, disse o presidente do município.

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Além disso, a nível nacional, esta é a terceira grande empreitada a avançar depois de Moledo, que foi a primeira, e da Costa da Caparica. “Hoje estamos a começar a resolver um problema que outros ainda não conseguiram infelizmente resolver. Temos as nossas obras a andar”, explicou Miguel Alves.

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O objetivo é que a primeira fase esteja concluída a tempo do início da época balnear, altura em que será feita uma pausa nos trabalhos, para que as pessoas possam usufruir da praia. Em setembro, vai começar a segunda fase da obra, com a consolidação da duna. Segundo Miguel Alves o importante é “perceber que fenómeno aconteceu este inverno” e como tal a reconstituição da duna e a estabilização das margens devem ser o mais natural possíveis, com o recurso, entre outros, a paliçadas e à plantação de flora autóctone.

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Por agora, o presidente da Câmara Municipal deixou uma mensagem de otimismo às populações do concelho. “Conseguimos arrancar com as nossas obras, conseguimos arrancar com as obras que nos vão devolver aquilo que o inverno rigoroso nos queria tirar. Contra muitos pessimismos, todos juntos - nós, os ambientalistas, as Juntas de Freguesia e as pessoas que sempre apoiaram e acreditaram estas obras - conseguimos. Mordemos os calcanhares à Polis, mas as obras estão aí”.

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Miguel Alves recordou ainda que durante os meses de verão são esperados em Vila Praia de Âncora cerca de 30 mil visitantes, que vão poder aproveitar o “bom peixe e o bom mar” que a terra tem para oferecer.

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Intervenção em Vila Praia de Âncora está avaliada em mais de 900 mil euros

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“Estas são obras da Polis Litoral Norte, do Estado, que nós conseguimos acompanhar e empurrar para que avançassem rapidamente”, disse o autarca caminhense. Na verdade, esta primeira fase da obra está orçada em cerca de 23 mil euros, mas a intervenção na totalidade está avaliada em mais de 900 mil euros.

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Nestas obras de recuperação dos danos causados pelo mau tempo há uma comparticipação do estado em 100%, mas no caso das obras que são das Polis, como é o caso do concelho de Caminha e a da Costa da Caparica, há uma comparticipação em 15% no financiamento por parte das Polis. Como os concelhos têm de comparticipar estes organismos, “algum exercício e algum esforço financeiro vai ser pedido. A Caminha também”, lembrou Miguel Alves. “Eu já tive oportunidade com o presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo de alertar o senhor Secretário de Estado do Ambiente, para esta injustiça que é o facto de nós avançarmos com as obras no âmbito da Polis e termos também de contribuir para uma solução financeira”.

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Desta forma, os autarcas estão a tentar atenuar o problema, tentando aumentar a comparticipação do Estado no bolo global. “Estamos apostados mesmo em resolver os problemas das pessoas”, rematou o presidente. 

Conteúdo atualizado em18 de junho de 2018às 17:38