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Oficinas Fontes e Torres em Vilar de Mouros vão ser classificadas como conjunto de Interesse Municipal
29 Outubro 2015
O presidente da Câmara de Caminha anunciou ontem, durante a reunião descentralizada que teve lugar em Vilar de Mouros, que levará à próxima reunião do Executivo a proposta para que o conjunto onde funcionaram as Oficinas Fontes e Torres seja classificado como de interesse municipal.
O presidente da Câmara de Caminha anunciou ontem, durante a reunião descentralizada que teve lugar em Vilar de Mouros, que levará à próxima reunião do Executivo a proposta para que o conjunto onde funcionaram as Oficinas Fontes e Torres seja classificado como de interesse municipal. Este é o primeiro passo para a salvaguarda deste importante exemplar do património vilarmourense, mas o Executivo também está atento às possibilidades de recuperação, por isso incluiu-o no mapeamento da CIM-Alto Minho, com vista ao Portugal 2020, pelo este caso será oportunamente alvo de análise.
\r\nA questão da salvaguarda das Oficinas Fontes e Torres tinha já sido equacionada na reunião realizada na freguesia há pouco mais de um ano, na intervenção do representante do GEPPAV - Grupo de Estudos e Preservação do Património de Vilar de Mouros. Plácido António Souto voltou a manifestar essa preocupação ontem, ficando a saber-se que este foi um dos assuntos relativos à freguesia que registou uma boa evolução, estando a classificação agora a apenas alguns dias de ser concretizada.
\r\nEntretanto, ainda este ano vai ser lançado um livro sobre a história da fábrica de faiança que também integra o património da freguesia o que constitui mais uma boa notícia para Vilar de Mouros e para o concelho de Caminha. A iniciativa é do GEPPAV.
\r\nBoas notícias para a freguesia
\r\nAs restantes intervenções dos munícipes foram protagonizadas por Basílio Barrocas, que falou do futuro do CIRV-Centro de Instrução e Recreio Vilarmourense e da falta de transportes públicos na freguesia, enquanto Julieta Alves manifestou preocupações relativas ao estado da EN 301 e quis saber se havia evolução em matéria de saneamento. Amélia Guerreiro foi a última munícipe a intervir e falou sobretudo da Praia fluvial das Azenhas e da questão da vespa asiática.
\r\nSobre o saneamento, Miguel Alves explicou que este foi outro dos assuntos que evoluiu positivamente durante o período que mediou as duas reuniões descentralizadas. O presidente informou que o projeto de execução está pronto e será aprovado na próxima Assembleia Municipal. Este projeto, juntamente com o de Argela e outro que respeita a parte da freguesia de Âncora representam, contudo, um investimento superior aos três milhões de euros, pelo que a concretização só será possível através de uma candidatura a fundos comunitários. Com essa salvaguarda, Miguel Alves adiantou que a primeira fase poderá eventualmente avançar no final do próximo ano. O presidente deixou claro que um volume de investimento como este não está ao alcance do Município por si só, terá sempre de ser faseado e está sujeito à aprovação de candidatura.
\r\nQuanto ao apoio que o Município poderá dar ao CIRV, o presidente revelou que em breve poderá dar boas notícias sobre o apoio à escola de música, garantindo também apoio em matéria logística, divulgação, etc.
\r\nSobre a Praia das Azenhas e a possibilidade de vir a ser classificada como zona balnear, o vice-presidente explicou o trabalho que tem vindo a ser feito pelo Município. Guilherme Lagido revelou que, entre 1 de junho e 16 de setembro, foram realizadas análises regulares, duas a três vezes por semana, não apenas na praia fluvial como também junto à ponte medieval. Todas, à exceção da última, tiveram excelentes resultados, ficando os maus a dever-se provavelmente à ocorrência de fortes chuvadas pouco antes da última recolha, facto que terá agora de ser demonstrado. Guilherme Lagido explicou ainda que estão a ser avaliados outros aspetos sobre segurança e acessibilidades.
\r\nQuanto à EN 201, tratando-se de uma estrada nacional o papel da Câmara é sempre limitado. Miguel Alves admitiu que as reparações pontuais não são suficientes e deu conta dos alertas que a Câmara tem vindo a fazer, solicitando uma intervenção. No entanto, a resposta foi negativa, com a justificação de que o troço faz parte de um projeto maior, com um investimento previsto de 600 mil euros, a lançar em 2017.
\r\n“Prática nobre e democrática de aproximação aos cidadãos”
\r\nA primeira intervenção coube ao presidente da Junta de Freguesia, Carlos Alves, que saudou a realização de mais uma reunião descentralizada na freguesia, considerando-a “uma prática nobre e democrática de aproximação aos cidadãos” e deu conta do trabalho de parceria realizado, elogiando “a abertura, o diálogo e o espírito democrático” do Executivo.
\r\nCarlos Alves elencou alguns dos exemplos desta saudável parceria, como o arranjo de valetas na estrada de Marinhas, o fornecimento de betuminoso para a Junta poder realizar vários trabalhos, a colaboração na resolução de problemas causados pelas intempéries (de que a reconstrução da cobertura do Palco do Casal é o exemplo de maior envergadura, mas não o único), destruição de ninhos e vespa asiática, esvaziamento de fossas, ajardinamentos, abate de árvores que constituíam perigo, construção e muros, entre outros.
\r\nCarlos Alves focou também a atitude empreendedora da Junta de Freguesia, que não fica apenas à espera de apoio do Município, mas atua no terreno, com imaginação e criatividade, procurando também outros apoios, como é o caso dos voluntários, cuja colaboração elogiou.
\r\nO autarca, aproveitando a presença do Executivo, apresentou também as “justas ambições” da freguesia, repartidas por áreas tão vastas como o saneamento básico, rede viária, transporte escolar, equipamentos infantis, passeio pedonal, Museu do Ferreiro, limpeza e valorização do rio Coura e nova travessia, melhoramentos dos Largos do Casal e António Barge e iluminação pública.
\r\nConteúdo atualizado em18 de junho de 2018às 17:38