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Pescadores vão continuar isentos das taxas que eram devidas pelas barracas de aprestos em Seixas
Os pescadores de Seixas vão continuar isentos das taxas que eram devidas ao Município pela utilização das barracas de aprestos em Seixas. O compromisso foi assumido por Miguel Alves, na última reunião descentralizada que decorreu na freguesia. Também há boas notícias para a marginal e garantias de apoios, na medida das possibilidades da Câmara, para as associações.
\r\nA reunião descentralizada decorreu esta semana nas instalações do Centro de Bem Estar Social de Seixas (antiga Casa de São Bento). Além do presidente da Junta de Freguesia, Rui Ramalhosa, intervieram cinco cidadãos, que colocaram diversas questões ao Executivo. Dionísio Rua foi o primeiro a intervir. Falou de assuntos diversos, referindo sobretudo aspetos que gostaria de ver melhorados, entre eles a marginal, reconhecendo a importante obra realizada nos últimos tempos: "em Seixas, de há dois anos e meio para cá tem-se feito muita obra - só não vê quem não quer".
\r\nJoão Catarino Gonçalves aludiu por sua vez a necessidade de continuar a melhorar as condições na Rua da Rabusca, salientando que é utilizada por muitos idosos, por ser um acesso ao centro da freguesia. Miguel Alves, em resposta, prometeu avaliar o assunto com a Junta de Freguesia e lembrou que a Câmara já interveio nesta artéria, que se situa numa zona de declive, com construção que não foi bem gerida.
\r\nRogério Costa, na qualidade de dirigente do Grupo dos Amigos de Seixas, deu a conhecer as atividades da coletividade, com eventos mensais e que agora tem a sua sede aberta todos os dias. Agradeceu o apoio da Câmara e da Junta e pediu a sua continuação, compromisso que o presidente da Câmara assumiu, dentro do que forem as possibilidades do Município.
\r\nIlídio Pita, em nome dos pescadores, pediu a continuação da isenção das taxas das barracas de aprestos e referiu-se à necessidade de limpeza da doca. Com a primeira questão prontamente resolvida, com a manutenção da isenção, o presidente da Câmara abordou mais demoradamente o assunto "doca", complexo, mas cuja solução poderá ser encontrada no âmbito de uma candidatura transfronteiriça, já em curso.
\r\nMiguel Alves lamentou que no passado não se tenha percebido a dinâmica das marés e se tenham tomado más decisões, que implicaram investimentos, sendo agora necessário voltar a investir para resolver problemas que subsistem. Explicou que a Câmara optou por um projeto mais abrangente.
\r\nProjetos maiores vão ser analisados
\r\nManuel Vilares, presidente do Centro de Bem-Estar Social de Seixas falou em nome da coletividade, colocando essencialmente duas questões, nos âmbitos desportivo e cultural. Lembrou que Seixas foi a capital do hóquei em patins e lamentou que esta prática e tudo o que a ela estava associado fossem "transferidos" para outra freguesia, onde o Executivo anterior, disse, teve de fazer um investimento maior do que teria sido necessário em Seixas. Referiu sentir-se como que "atraiçoado" e com um problema agravado: as instalações desportivas não foram recuperadas e agora estão a degradar-se ainda mais. A necessitar de recuperação também está a antiga Casa de São Bento, onde se pretende criar um espaço multiusos, que acolha o espólio que a coletividade guarda, mas sobretudo para que se possa utilizar, reanimando assim o rancho folclórico.
\r\nMiguel Alves concordou que, em ambos os casos, se justifica o melhoramento e a reconversão dos espaços, mas no quadro de uma solução inteligente e bem enquadrada, que só será possível com recurso a fundos comunitários e que terá de ser avaliada em conjunto. Como primeiro passo deixou um desafio: recuperar o rancho, para consolidar outros argumentos no futuro.
\r\nMiguel Alves informou também que a Câmara está a trabalhar nas últimas ligações da ecovia, nomeadamente por causa da Quinta da Torre, uma vez que o proprietário não autoriza a passagem do percurso no seu terreno e provou ser o dono do espaço que, por norma, pertence ao domínio público marítimo. O presidente referiu que já existe uma alternativa, estando concluído o respetivo estudo prévio, que implica um investimento da ordem dos 150 mil euros, que será objeto de uma candidatura.
\r\nEntretanto, respondendo a uma questão colocada na reunião, o vice-presidente, Guilherme Lagido, informou que estão a ser ultimados os procedimentos para transferir o parque infantil para a marginal, onde ficará num local que é do domínio público marítimo e que por isso carece de autorizações, já solicitadas. O espaço que vai ficar livre será depois arranjado.
\r\nDois anos e meio de muita obra
\r\nO primeiro interveniente na reunião descentralizada foi o presidente da Junta de Freguesia, que começou por saudar este segundo encontro, realçando que é uma iniciativa inovadora, que mostra a vontade e a capacidade de diálogo deste Executivo.
\r\nRui Ramalhosa falou demoradamente da freguesia, enaltecendo-a e caraterizando-a como um "anfiteatro natural" marcado pela beleza de muitas edificações, assim como das igrejas e capelas, dos cruzeiros, dos seus tanques e fontanários. Por ser também terra de pescadores e por ter na zona ribeirinha um espaço de grande potencialidade, congratulou-se: "por tudo isto, senhor presidente e senhores vereadores, a marginal de Seixas é tão importante para as gentes da freguesia. Da pesca ao lazer, com a construção da Ecovia Seixas - Lanhelas melhoramos o espaço ajardinado da marginal. Melhoramos a Rua da Boalheira, melhoramos a zona de lazer da Boalheira e fez-se um acesso mais ecológico a Lanhelas (...) as obras da ecovia permitiram abrir um caminho lúdico-ecológico às Pedras Ruivas, zona de praia e lazer, que é muito frequentada por turistas e por desportistas náuticos".
\r\nRui Ramalhosa sublinhou que "com este Executivo municipal, é a freguesia de Seixas e a sua Junta que decidem que ruas e que obras se fazem na nossa freguesia. Também escolhemos o tempo, quem e como se fazem. Com a diária colaboração entre o Executivo municipal e o Executivo desta freguesia, com o pessoal do Município e com o pessoal desta freguesia resolvem-se os problemas do dia a dia e também prepara o futuro".
\r\nO presidente da Junta recordou ainda o que foi feito, no âmbito da colaboração Câmara - Junta apenas durante o ano de 2016, para não se alongar demasiado.
\r\nEnumerou, entre outros, a renovação do tanque do Castanhal, repavimentação do piso no Cais de São Bento, renovação do depósito e tanque da Cabreira, análise de águas de fontes estratégicas de Seixas, reparação das águas pluviais no bairro social de Coura, limpeza do arboreto do Feital, limpeza da floresta e caminhos flor