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Praia de Moledo prestes a reconquistar areal perdido com as intempéries
A partir da primeira semana de agosto, a praia de Moledo deverá contar com um areal bem mais extenso e em excelentes condições. A intervenção que está a ser realizada, pioneira em Portugal, está a decorrer a bom ritmo e a primeira parcela, numa extensão de cerca de 150 metros, deverá ser libertada em breve. Hoje de manhã decorreu uma visita técnica às obras, com a presença dos dirigentes máximos da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e do presidente da Câmara Municipal de Caminha. A obra em curso estava prometida há três anos, é estrutural e utiliza tecnologia inovadora e amiga do ambiente, constituindo a primeira intervenção do género na costa atlântica ocidental de Portugal.
\r\nEm Moledo estiveram o presidente da APA, Nuno Lacasta, o diretor regional da ARH Norte, Pimenta Machado e Manuela Matos, vice-presidente da APA para a área dos recursos hídricos, assim como técnicos envolvidos nas obras, além dos presidentes e representantes da Câmara de Caminha e da Junta de Moledo e Cristelo. No final da visita a satisfação foi generalizada. Moledo é um exemplo a nível nacional e um bom exemplo, que deverá agora ser replicado noutras praias.
\r\nA tecnologia e os materiais que estão a ser usados são holandeses e baseiam-se na utilização de areia e água do mar para resolver os problemas de erosão que há alguns anos afetam a praia e que foram agravados pelas intempéries do último inverno. A intervenção envolve a colocação de "geotubes", neste caso onze módulos, cada um contendo 500 metros cúbicos de areia retirada do próprio mar e acomodada numa tela que, como explicou o presidente da APA, tem um efeito semelhante ao betão, mas nenhum dos inconvenientes a ele associados.
\r\nRefira-se que o "geotube" é uma estrutura tubular de confinamento de areias para uso em obras de proteção de praias contra a erosão costeira. São produzidos a partir de polipropileno e caracterizam-se pela alta resistência mecânica e ambiental, compatibilidade com o meio ambiente (não contaminante) e durabilidade.
\r\nA técnica foi apenas usada em Portugal antes uma vez, há cerca de três anos, mas numa extensão muito mais reduzida. Daí que todos os olhos estejam postos em Moledo, que também hoje recebeu a visita de um técnico da Câmara de Espinho, exatamente para perceber a solução em curso.
\r\nNo final de agosto prevê-se que a intervenção, na sua totalidade, esteja concluída, mas serão gradualmente libertadas extensões de areia para melhor fruição a praia, não havendo por isso quaisquer razões para deixar de vir para Moledo, bem pelo contrário.
\r\nSeja como for, ficou o compromisso de Nuno Lacasta de que tudo será feito para acelerar os trabalhos. O presidente da APA também explicou que a intervenção só pode realizar-se nesta altura, em parte, por motivos técnicos relacionados com o estado do mar, e também pela necessidade de procedimentos.
\r\nMiguel Alves agradeceu o empenhamento de todas as entidades nesta intervenção e sublinhou que se cumpre finalmente uma promessa que se arrastava há três anos, realizando-se uma obra que não é uma intervenção qualquer, mas sim algo estrutural, que protege o cordão dunar a norte do paredão e protege a praia de futuras "invasões" do mar": "a realidade mudou, a nossa costa está sujeita a muita pressão e é bom que possamos também experimentar uma técnica nova, amiga do ambiente. Estamos satisfeitos, agora que estamos prestes a devolver a nossa praia em condições de excelência. Venham para Moledo e passem a palavra", frisou ainda Miguel Alves.
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