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Presidentes da Câmara, Junta e Deputado tentam encontrar soluções para evitar o encerramento do SAP no Centro de Saúde de Caminha

01 Dezembro 2014
O presidente da Câmara visitou esta manhã o Centro de Saúde de Caminha a fim de se inteirar da verdadeira situação daquele equipamento, que não consegue dar resposta adequada à população de Caminha. O objetivo é encontrar soluções para que o Serviço e Atendimento Permanente (SAP) não encerre. Esta é uma situação que também preocupa o deputado da Assembleia da República Jorge Fão e o presidente da União de Freguesia de Caminha e Vilarelho.

O presidente da Câmara visitou esta manhã o Centro de Saúde de Caminha a fim de se inteirar da verdadeira situação daquele equipamento, que não consegue dar resposta adequada à população de Caminha. O objetivo é encontrar soluções para que o Serviço e Atendimento Permanente (SAP) não encerre. Esta é uma situação que também preocupa o deputado da Assembleia da República Jorge Fão e o presidente da União de Freguesia de Caminha e Vilarelho. "Mostrarmos que estamos juntos e unidos nesta preocupação e na procura de soluções. É necessário exercer pressão sobre o sistema de saúde a nível nacional e local. É preciso dizer claramente o que querem fazer em Caminha para que nós também possamos falar claramente com as populações", sublinhou Miguel Alves a propósito das razões que motivaram a visita.

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Por solicitação de Jorge Fão, deputado da Assembleia da República, o presidente da Câmara de Caminha, Miguel Alves e também o presidente da União de Freguesia de Caminha e Vilarelho, Miguel Gonçalves, reuniram hoje, ao fim da manhã, com João Tavares, coordenador do Centro de Saúde de Caminha, para perceberem com pormenor o porquê da falta de resposta do equipamento à população, situação que pode levar mesmo ao encerramento do SAP.

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Apurou-se que a situação deve-se à falta de pessoal médico, o que está a originar uma sobrecarga dos médicos de família e praticamente inviabilizar a consulta aberta. Sobre a falta de profissionais médicos, o deputado explicou que neste equipamento há lugar no mínimo para 8 médicos, mas neste momento estão ocupados apenas 5 lugares. Jorge Fão deixou claro que não há perspetivas de preenchimento das vagas: "é necessário encontrar as melhores soluções, se não for possível o ideal pelo menos temos de encontrar o ponto de equilíbrio que garanta esta consulta aberta", realçou. Acrescentou que há muitas pessoas que recorrem a este serviço, até por dificuldades de dispensa de trabalho, e esta situação "reduz o acesso a cuidados de saúde primários a uma grande parte da população".

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Sobre as atitudes a tomar, Jorge Fão disse que vai reunir com o presidente da Unidade de saúde Local do Alto Minho, com que já manteve um contato prévio, de modo a fazer um balanço da reunião de hoje, para perceber quais são as capacidades, as perspetivas e as respostas que a Unidade de Saúde tem para este caso.
Miguel Alves explicou que esta situação já se arrasta há algum tempo e garantiu que a Câmara vai manter este diálogo, mas avisou que é necessário passar rapidamente à ação: "a ação não é da responsabilidade da Câmara de Caminha, a ação é de quem tem responsabilidade de gestão destes equipamentos, de contratação de médicos".

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Também Miguel Gonçalves, presidente da União de Freguesias de Caminha e Vilarelho, manifestou a sua preocupação: "estamos a falar de um cuidado básico de saúde, que é fundamental num Estado democrático". Lembrou ainda que "a população do concelho está cada vez mais envelhecida, com comprovadas carências económicas e a precisar de cuidados básicos de saúde". O autarca realçou o esforço que está a ser realizado pelos profissionais que ali trabalham, tendo em conta o número de solicitações. Deixou ainda claro que a União de Freguesias, em conjunto com a população e com a colaboração da Câmara Municipal e da Assembleia da República, acionará todos os meios e mecanismos necessários para a população não perder um direito adquirido há muito tempo na freguesia.

Conteúdo atualizado em18 de junho de 2018às 17:38