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Santuário preparado para receber a Romaria de São João d'Arga

24 Agosto 2015
A partir de hoje há ainda mais motivos para subir à Serra D’Arga e desfrutar de todo o património que a montanha caminhense oferece. Se houver tempo e disposição é também possível pernoitar nos quartéis do Mosteiro de São João D’Arga e até tomar um banho quente.
A partir de hoje há ainda mais motivos para subir à Serra D’Arga e desfrutar de todo o património que a montanha caminhense oferece. Se houver tempo e disposição é também possível pernoitar nos quartéis do Mosteiro de São João D’Arga e até tomar um banho quente. O Santuário abriu hoje de manhã ao público, depois das obras de requalificação, orçadas em mais de meio milhão de euros, que melhoraram as condições em todo o edificado, introduzindo também as infraestruturas básicas, como a energia elétrica. Hoje, população e autoridades festejaram, por assim dizer, a concretização de uma obra tão desejada, numa cerimónia que contou com as presenças do secretário de Estado da Cultura e do Bispo da Diocese de Viana do Castelo, entre outras.   
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A promessa de investir no Mosteiro era antiga mas nunca se concretizou. Este Executivo viu nos últimos recursos do QREN a oportunidade e tomou a decisão, “que não foi fácil”, como confessou Miguel Alves, de investir neste património e na Serra D’Arga. As obras iniciaram-se há cerca de um ano, com a certeza de que teriam de estar concluídas a tempo da grande Romaria de São João D’Arga, que acontece já esta semana.
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Em causa está um investimento de elevada importância para a potenciação turística da Serra d'Arga, do seu património monumental e religioso e para todo o concelho de Caminha. Os mais de 500 mil euros foram financiados em 85% pelo ON2 – O Novo Norte, cabendo à Câmara de Caminha a parte restante.
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A empreitada “Santuário de S. João d'Arga - Conservação e Valorização do Conjunto Construído” englobou trabalhos de conservação e de beneficiação na igreja, nos albergues/quartéis, nos espaços exteriores, nos sanitários públicos, no edifício de apoio ao Santuário e, ainda, o melhoramento e execução de algumas infraestruturas. 
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Promessas finalmente cumpridas
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Num dia de alegria, mas que amanheceu chuvoso, até as condições atmosféricas “colaboraram” para que o sucesso da cerimónia, prevista para o ar livre, mesmo em frente à igreja. Ventura Cunha, o presidente da União de Freguesias das três Argas foi o primeiro a intervir, realçando a importância do trabalho conjunto e do diálogo com o Município. O autarca local sublinhou que estavam cumpridas duas promessas de Miguel Alves, feitas há dois anos. Por um lado, levar a energia elétrica ao Mosteiro, por outro recuperar e valorizar o local e os próprios edifícios, num conjunto classificado como monumento nacional.
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Para Ventura Cunha, agora estão também criadas as condições para que seja desenvolvida uma estratégia de valorização da Serra D’Arga.
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Uma grande aposta do Município
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Miguel Alves falou um pouco das origens remotas do Mosteiro, que chegou a ser habitado por monges beneditinos em várias ocasiões, e que depois deixou de ter a presença permanente de pessoas, mas que nunca perdeu a ligação com a população nem com os muitos visitantes que o procuram, seja por devoção, seja para desfrutar da envolvente. “As pessoas vêm aqui em homenagem ao santo, mas também em homenagem à vida” disse o presidente da Câmara, referindo-se a peculiar Romaria de São João D’Arga, participada por milhares de pessoas.
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Foi uma decisão nada fácil, como explicou ainda Miguel Alves, sobretudo porque as necessidades do concelho são muitas, mas a opção foi acertada e inteligente. A aposta, reforçou, tem um triplo significado, beneficiando o turismo, o património arquitetónico e religioso.
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Jorge Barreto Xavier realçou por seu lado a importância do Mosteiro enquanto referência maior na história do românico. O secretário de Estado da Cultura defendeu a relevância de todo o trabalho de reabilitação do património. “Somos portugueses não apenas pelo local onde nascemos, mas pela coesão cultural. Consolidar a nossa história e o nosso património é pois fundamental”.
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O governante falou ainda da grande presença de Portugal no mundo e dos cerca de 250 milhões de falantes de Língua Portuguesa, uma “globalização” que se afirmou no século XV, dando desta abrangência o seu próprio exemplo - o de um português da diáspora, nascido em Goa.
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E agora venha a Romaria
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O último a intervir foi D. Anacleto Oliveira, o bispo da Diocese de Viana do Castelo, que posteriormente benzeu o complexo. O bispo confessou ser um apaixonado da Serra D’Arga e um fervoroso adepto de caminhadas pelos seus meandros. Visivelmente bem disposto, o bispo revelou ainda ser seu desejo voltar à Romaria de São João D’Arga, depois da última visita, em que circunstâncias imprevistas o obrigaram a interromper a estada. 
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Uma visita ao complexo e um episódio tradicional, com concertinas e o vira minhoto, encerraram da melhor forma a cerimónia de abertura do Mosteiro de São João D’Arga ao público. E nenhum convidado se furtou ao pé de dança.
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Conteúdo atualizado em18 de junho de 2018às 17:38